Eis um espaço de partilha para gente que se interessa por teatro e outras artes. Podemos e devemos partilhar: fotos, reflexões, críticas, notícias diversas, ou actividades. Inclui endereços para downloads. O Importante é que cada um venha até aqui dar o seu contributo. Colabore enviando o seu texto ou imagem para todomundoeumpalco@gmail.com

terça-feira, março 29, 2011

MENSAGEM DO DIA MUNDIAL DO TEATRO 2011


Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2011 ITI - International Theatre Institute [World Organization for the Performing Arts]


Este é o momento exacto para uma reflexão sobre o imenso potencial que o Teatro tem para mobilizar as comunidades e criar pontes entre as suas diferenças.

Já, alguma vez, imaginaram que o Teatro pode ser uma ferramenta poderosa para a reconciliação e para a paz mundial?

Enquanto as nações consomem enormes quantidades de dinheiro em missões de paz nas mais diversas áreas de conflitos violentos no mundo, dá-se pouca atenção ao Teatro como alternativa para a mediação e transformação de conflitos.

Como podem todos os cidadãos da Terra alcançar a paz universal quando os instrumentos que se deveriam usar para tal são, aparentemente, usados para adquirir poderes externos e repressores?

O Teatro, subtilmente, permeia a alma do Homem dominado pelo medo e desconfiança, alterando a imagem que têm de si mesmos e abrindo um mundo de alternativas para o indivíduo e, por consequência, para a comunidade.

Ele pode dar um sentido à realidade de hoje, evitando um futuro incerto.

O Teatro pode intervir de forma simples e directa na política. Ao ser incluído, o Teatro pode conter experiências capazes de transcender conceitos falsos e pré-concebidos.

Além disso, o Teatro é um meio, comprovado, para defender e apresentar ideias que sustentamos colectivamente e que, por elas, teremos de lutar quando são violadas.

Na previsão de um futuro de paz, deveremos começar por usar meios pacíficos na procura de nos compreendermos melhor, de nos respeitarmos e de reconhecer as contribuições de cada ser humano no processo do caminho da paz.

O Teatro é uma linguagem universal, através da qual podemos usar mensagens de paz e de reconciliação.

Com o envolvimento activo de todos os participantes, o Teatro pode fazer com que muitas consciências reconstruam os seus conceitos pré-estabelecidos e, desta forma, dê ao indivíduo a oportunidade de renascer para fazer escolhas baseadas no conhecimento e nas realidades redescobertas.

Para que o Teatro prospere entre as outras formas de arte, deveremos dar um passo firme no futuro, incorporando-o na vida quotidiana, através da abordagem de questões prementes de conflito e de paz.

Na procura da transformação social e na reforma das comunidades, o Teatro já se manifesta em zonas devastadas pela guerra, entre comunidades que sofrem com a pobreza ou com a doença crónica.

Existe um número crescente de casos de sucesso onde o Teatro conseguiu mobilizar públicos para promover a consciencialização no apoio às vítimas de traumas pós-guerra.

Faz sentido existirem plataformas culturais, como o [ITI] Instituto Internacional de Teatro, que visam consolidar a paz e a amizade entre as nações.

Conhecendo o poder que o Teatro tem é, então, uma farsa manter o silêncio em tempos como este e deixar que sejam “guardiães” da paz no nosso mundo os que empunham armas e lançam bombas.

Como podem os instrumentos de alienação serem, ao mesmo tempo instrumentos de paz e reconciliação?

Exorto-vos, neste Dia Mundial do Teatro, a pensar nesta perspectiva e a divulgar o Teatro, como uma ferramenta universal de diálogo, para a transformação social e para a reforma das comunidades.

Enquanto as Nações Unidas gastam somas colossais em missões de paz com o uso de armas por todo o mundo, o Teatro é uma alternativa espontânea e humana, menos dispendiosa e muito mais potente.

Não será a única forma de conseguir a paz, mas o Teatro, certamente, deverá ser utilizado como uma ferramenta eficaz nas missões de paz.


Jessica Kaahwa (Uganda)

Makerere University Department of Music, Dance and Drama

segunda-feira, janeiro 10, 2011

CALE-SE 5 - PROGRAMAÇÃO



A quinta edição do festival "CALE-se", organizado pelo Cale Estúdio Teatro, vai decorrer aos sábados, em Canidelo, Vila Nova de Gaia, de 15 de Janeiro a 19 de Março, na sala da Associação Recreativa de Canidelo (Rua do Meiral, 51 – junto ao cruzamento dos 4 Caminhos).

Os espectáculos iniciam às 22 horas.


Para mais informações e/ou reservas, queiram por favor contactar através de e-mail ou dos telefones 911062216 ou 963697254.




CALE-se 5
FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO

PROGRAMA

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15 JANEIRO
Homenagem a VÍTOR DE SOUSA, patrono do “CALE-se 5”,

com presença confirmada do actor

Espectáculo: A VINGANÇA DE ANTERO

Autor: Luísa Costa Gomes

Grupo: ULTIMAcTO (Tomar)

Género: Comédia

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22 JANEIRO

Espectáculo: O MEU CORAÇÃO DE BANDOLIM
Autor: Leandro Ribeiro

Grupo: SOL D'ALMA (Ovar)

Género: Musical


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29 JANEIRO

Espectáculo: SE PERGUNTAREM POR MIM, NÃO ESTOU

Autor: Mário de Carvalho

Grupo: CCPL - Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (Luxemburgo)

Género: Comédia (em português)





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5 FEVEREIRO

Espectáculo: A COLINA

Autor: Miguel Mestre

Grupo: GRUPO DE TEATRO CONTRA-SENSO (Lisboa)

Género: Drama

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19 FEVEREIRO

Espectáculo: A CASA DE BERNARDA ALBA

Autor: Federico García Lorca

Grupo: VITEOTONIUS (Viseu)

Género: Drama


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26 FEVEREIRO

Espectáculo: MÉDICO À FORÇA

Autor: Molière

Grupo: OS PLEBEUS AVINTENSES (V. N. Gaia)

Género: Comédia


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5 MARÇO

Espectáculo: A SOCIEDADE

Autor: Ricardo Kalash

Grupo: CURRAL DA MULA - GRUPO DE TEATRO DE ABRUNHEIRA (Montemor-o-Velho)

Género: Comédia


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12 MARÇO

Espectáculo: ORAÇÃO

Autor: Fernando Arrabal

Grupo: CALABOUÇO ENCENAÇÕES (Brasil)

Género: Drama


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19 MARÇO

Espectáculo: REPÚBLICA PORTUGUESA: O SONHO DE UM MONARCA

Autor: Jorge Geraldo

Grupo: LOUCOMOTIVA - GRUPO DE TEATRO DE TAVEIRO (Coimbra)

Género: Comédia

CERIMÓNIA DE ENTREGA DOS "PRÉMIOS CALE"

ENCERRAMENTO DO "CALE-se" 5

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Cale Estúdio Teatro - Associação Cultural de Actores
Rua do Meiral, 51 – 4400-501 V. N. Gaia
Tlm. 911 062 216


sábado, outubro 02, 2010

CALE-SE 5 - 2011


O Cale Estúdio Teatro - Associação Cultural de Actores, em parceria com a Delegação Regional da Cultura do Norte, a Câmara Municipal de V. N. de Gaia e a Freguesia de Canidelo, promove a quinta edição do festival CALE-se, Festival Internacional de Teatro, único certame do género a nível nacional de carácter competitivo. A edição de 2011, que se enquadra no âmbito do 25.º aniversário do Cale Estúdio Teatro, decorrerá aos sábados, entre 15 de Janeiro e 19 de Março, e rege-se pelo seguinte regulamento:



Regulamento


1. OBJECTIVOS DO FESTIVAL

Promover e apoiar o desenvolvimento qualitativo do Teatro de Amadores, premiando o mérito de prestações individuais e colectivas. Também a permuta de experiências, o reforço da solidariedade associativa e a divulgação do fenómeno teatral de carácter não-profissional, constituem objectivos deste projecto, sublinhando a importância que o Teatro de Amadores continua a assumir na sociedade.
É, ainda, objectivo do grupo organizador promover a divulgação e o intercâmbio com realidades de teatro não-profissional de outros países de língua oficial portuguesa e da União Europeia.

2. CONDIÇÕES DE ADMISSÃO

2.1. Podem concorrer ao "CALE-se 5" todos os grupos de teatro de carácter não-profissional, portugueses, de outros países da UE e de países de língua oficial portuguesa, sujeitando-se a uma selecção prévia. A organização pode, por sua vez, proceder a convites directos ou delegar esses convites aos parceiros institucionais.

2.2. Os grupos interessados devem proceder à sua inscrição (candidatura), entre 1 e 31 de Outubro de 2010 (data do correio).

2.3. A inscrição dos grupos deve ser feita através de formulário próprio, a enviar via postal ou por correio electrónico, a que os grupos devem juntar, obrigatoriamente, os seguintes elementos relativos ao espec-táculo que inscrevem:

a) texto integral e biografia do autor;
b) fotografias;
c) filmagem em DVD;
d) ficha técnica e artística;
e) sinopse;
f) cartaz;
g) rider técnico;
h) historial do grupo;
i) documento de classificação etária, atribuído pela Comissão de Classificação de Espectáculos.

2.4. A simples inscrição no "CALE-se 5" implica a aceitação integral das normas do presente regulamento por parte dos grupos de teatro candidatos.

3. MÉTODOS DE SELECÇÃO

3.1. Serão critérios de selecção dos espectáculos participantes, parâmetros artísticos, exigências técnicas, historial do grupo e factores logísticos como a duração do espectáculo e o número de elementos.

3.2. Os grupos estrangeiros devem ter em conside-ração o facto de o idioma utilizado nos espectáculos propostos não deve constituir um entrave à compreensão dos mesmos.

3.3. A divulgação dos grupos seleccionados será feita na segunda quinzena de Dezembro de 2010.

4. LOCAL

O "CALE-se 5" realizar-se-á nas instalações da Associação Recreativa de Canidelo, em Vila Nova de Gaia, ao abrigo do protocolo entre o Cale Estúdio Teatro e aquela associação. Não está excluída a hipótese de alguns espectáculos, pelas suas características, ou por indisponibilidade da sala, se realizarem noutros locais do concelho.

5. ESTRUTURA DO FESTIVAL

5.1. O "CALE-se 5" desenvolve-se ao longo de nove sábados. Em cada um dos dias, um grupo concorrente apresentará o seu espectáculo, num total de oito grupos concorrentes.

5.2. Faz parte do "CALE-se 5" uma sessão de encerramento, onde se procederá à entrega dos prémios. A sessão é precedida da actuação do grupo vencedor do Prémio “Melhor Espectáculo 2009”.

5.3. Cada grupo participante assume o compromisso de se fazer representar na sessão de entrega de prémios por, no mínimo, um elemento do grupo. A organização garante a estadia (alojamento em quarto duplo e jantar) a dois elementos de cada grupo.

5.4. Cada grupo participante é responsável pela montagem do seu espectáculo, devendo obrigatoriamente comunicar à organização, e em tempo útil, as necessidades de ordem técnica e/ou logística, que aquela tentará suprimir dentro das suas possibilidades.

5.5. A organização do “CALE-se 5” garante o alojamento dos participantes dos grupos cuja sede se situe a mais de 150 km de V. N. Gaia.

5.6. Fica também ao encargo da organização o jantar de sábado dos elementos participantes de grupos portugueses. Aos grupos estrangeiros que venham a participar no festival, a organização garante, ainda, o almoço de sábado e o de domingo.

5.7. Toda e qualquer despesa relativa a direitos de autor dos espectáculos seleccionados fica à responsabilidade dos grupos participantes, não assumindo a organização qualquer dever nesse sentido. Enquanto promotor do festival em referência, o Cale Estúdio Teatro providenciará as necessárias licenças de representação para os espectáculos que integrem o “CALE-se 5”. Para tal, os grupos seleccionados devem apresentar, no prazo máximo de 15 dias após confirmação de participação no “CALE-se 5”, autorização da Sociedade Portuguesa de Autores ou congénere, que comprove situação regularizada sobre os direitos de autor.

5.8. O incumprimento do ponto anterior por parte de qualquer grupo é motivo de anulação da sua partici-pação no festival, obrigando-se o grupo em questão a assumir todas as despesas eventualmente realizadas decorrentes da sua participação no festival.

6. JÚRI

6.1. O Júri é composto por três elementos: duas personalidades ligadas ao Teatro, convidadas pela organi-zação, e um terceiro elemento, do Cale Estúdio Teatro.

6.2. Nenhum membro do Júri poderá participar, nas mais diversas áreas, em qualquer dos espectáculos a concurso.

6.3. Os critérios de avaliação dos espectáculos serão definidos entre os membros do Júri.

6.4. O Júri é soberano, não cabendo recurso das suas decisões.

7. PRÉMIOS

7.1. O festival “CALE-se” institui a atribuição dos ‘Prémios CALE’, que visam distinguir as melhores prestações, entre os espectáculos a concurso e segundo a avaliação do Júri, nas seguintes categorias: Interpretação (masculina e feminina), Cenografia, Desenho de Luzes, Guarda-Roupa, Sonoplastia, Encenação e Espectáculo.

7.2. Os prémios são reconhecimentos de mérito, não pecuniários, simbolizados num troféu original concebido para o efeito.

7.3. Prevê-se, ainda, a atribuição do "Prémio do Público", que indicará a escolha do público para o Melhor Espectáculo, e para o qual podem votar os espectadores que assistam à maioria das sessões do "CALE-se 5". Para tal, a organização disponibilizará um cartão que permita o controlo das presenças e a respectiva votação.

8. HOMENAGEM

O Cale Estúdio Teatro convidará a estar presente na abertura do “CALE-se 5” uma figura de reconhecido mérito que tenha contribuído para o desenvolvimento, engrandecimento e divulgação do Teatro, e que será o patrono da quinta edição do festival.

9. OMISSÕES E ESCLARECIMENTOS

Dúvidas ou omissões do presente regulamento serão esclarecidas pela organização, cuja decisão será sempre soberana.

Mais informações:
Cale Estúdio Teatro
Rua do Meiral, 51 - 4400-501 Vila Nova de Gaia
Telefones: 911 062 216 - 963 697 254
caleestudioteatro@gmail.com



cale.se05@gmail.com

sexta-feira, julho 30, 2010

Conversa da treta

Morreu o actor António Feio.

Uma lição de vida - António Feio

Um aplauso de pé para António Feio...

Terminou às 23h25 de ontem, precocemente, uma das mais brilhantes carreiras do teatro português. Desaparece, com 55 anos, um homem que o público se habituou a respeitar. António Feio, internado de urgência na quarta-feira no Hospital da Luz – onde teve ontem duas paragens cardiorespiratórias durante a manhã – acabou por sucumbir à doença que o afligia há ano e meio.

Para a história ficará a memória de um artista de talento que fez rir milhões, sobretudo nas últimas duas décadas, em que, ao lado de José Pedro Gomes, criou um estilo próprio e inimitável de fazer comédia. Ironicamente, começou por fazer chorar...

António Feio tinha 27 anos quando o seu rosto se tornou familiar ao grande público, ao interpretar, na telenovela da RTP ‘Origens’, ‘Nando’, um toxicodependente cujo drama comoveu o País. Já tinha anos de trabalho em teatro. Filho de uma actriz, havia-se estreado nos palcos com apenas 11 anos, desafiado por Carlos Avilez a interpretar ‘O Mar’, de Miguel Torga.

Depois de uma breve passagem por um atelier de arquitectura, como desenhador o apelo das tábuas foi mais forte, e provou ser uma decisão acertada. A viragem na carreira aconteceria depois do encontro com José Pedro Gomes, no início da década de 90. A dupla de actores – cuja química se tornou evidente desde a primeira colaboração, em ‘Inox – Take 5’ – assinou vários espectáculos que foram num crescendo de sucesso: ‘Conversa da Treta’, ‘O Que Diz Molero’, ‘Arte’, ‘Pop Corn’, ‘Jantar de Idiotas’, ‘O Chato’, ‘2 Amores’.

O anúncio da doença veio interromper um percurso ascendente nos palcos, mas nem os tratamentos impediram António Feio de continuar a trabalhar. Apesar dos médicos lhe terem dado três meses de vida, recusou-se a baixar os braços e encontrou tempo – e forças – para terminar a ‘A Verdadeira Treta’, como actor, e de assinar duas encenações, uma das quais ‘Vai-se Andando’, com José Pedro Gomes. A sua página da rede social Facebook foi o elo de ligação com os fãs. A sua última mensagem foi: 'Esqueçam a minha doença! Parem para pensar!'. O velório realiza-se hoje à tarde no Palácio Galveias, em Lisboa.

PERFIL

António Feio nasceu a 6 de Dezembro de 1954 em Lourenço Marques. Estreou-se no teatro em 1966 e colaborou com estruturas como a companhia Laura Alves, Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira, Teatro Popular, Teatro Aberto ou Teatro Nacional D. Maria II. Fez televisão, cinema e dobragens, encenou inúmeros espectáculos. Formou gerações de jovens como professor de teatro (no Centro Cultural de Benfica). Foi casado duas vezes e teve quatro filhos.

HONRADO NO DIA EM QUE SE TORNOU COMENDADOR

'Só espero ser um digno representante deste tipo de honra.' Foi assim que António Feio reagiu à condecoração que o Presidente da República, Cavaco Silva, lhe atribuiu no último Dia Mundial do Teatro, a 27 de Março. Desde essa data, o actor passou a comendador da Ordem Infante D. Henrique e compareceu à cerimónia, no Museu dos Coches, visivelmente emocionado, até pela fragilidade visível, reflexo já do seu estado de saúde. 'Queremos um País mais vivo, teatralmente falando, e com mais cultura. O teatro para nós é e será sempre uma festa', disse o actor, que falou na altura em nome de todos os homenageados. Acompanhado pela família, assumiu andar mais emotivo.

DOENÇA APROXIMOU FEIO DA FAMÍLIA

António Feio deixa quatro filhos: Bárbara e Catarina (do casamento com Lurdes Feio), e Sara e Filipe, da relação de 18 anos com Cláudia Cadima. Com uma carreira exigente, nem sempre foi o pai que quis, mas no último ano a doença acabou por aproximar a família – sobretudo depois da morte da irmã, Helena Luísa, falecida em Setembro de 2009, com a mesma doença de António Feio.

'Nós sempre fomos uma família muito próxima, mas claro que nos uniu mais', admitiu, recentemente, a filha Catarina.

Conscientes da luta que o pai estava a travar, as filhas mais velhas chegaram a ir viver com ele, em alturas diferentes, e, tal como o pai, sempre mantiveram uma atitude positiva. Aliás, segundo Cláudia Cadima, era António quem lhes dava maior força. Ontem, voltam a estar unidos, de forma diferente. O nascimento do neto Dinis, actualmente com dois meses, foi um momento de felicidade para o actor, que deixa um desejo por concretizar: levar os filhos a Moçambique, a terra onde nasceu. Ainda assim, manteve, até ao fim, coragem para lutar contra o ‘bicho’ que o consumia, mesmo quando admitiu:. 'Não tenho medo da morte'.

REACÇÕES

'VOU TER MUITAS SAUDADES DELE', Maria Rueff, Actriz

'Estou profundamente sentida com a morte do António. Vou ficar sempre com a memória de um extraordinário encenador, de um actor de comédia excepcional, que lutou sempre até ao fim contra a doença que o levou. Vou ter muitas saudades dele, mas sei que ele estará a sorrir onde quer que esteja'

'EXEMPLO DE CORAGEM PELA FORMA C0MO LUTOU', Nicolau Breyner, Actor

'Vou recordar o António Feio como um amigo de longa data. Tínhamos ainda uma grande diferença de idades. Era um actor muito inteligente, com um sentido de humor excepcional. O António deu também um exemplo de coragem pela forma como lutou com toda a força esta doença. Fez uma parelha fantástica comJosé Pedro Gomes.'

'PERDEU-SE UM HOMEM MUITO IMPORTANTE', Manolo Bello, Produtor

'Perdeu-se um grande homem e um grande actor. Era muito importante para o País. Amigo de toda a gente, estava sempre disponível. Lembro-me do António, há mais de 20 anos, no programa do Joaquim Letria, com o Nuno Artur Silva. Andava sempre preocupado com os textos, por causa da censura... Encarou este último momento da sua vida com muita dignidade.'

AMIGO CHORA MORTE DE FEIO

Aldo Lima, grande amigo de António Feio, acompanhou o sofrimento do actor ao longo das últimas semanas. Ontem, na hora do adeus, o comediante estava inconsolável, não conseguia controlar as lágrimas e, por isso, não conseguiu sequer dizer uma só palavra.


No "Todo o Mundo é um Palco" o nosso aplauso de pé!

domingo, junho 20, 2010

BEIJOOPORTO



Dias 22,25,29 e 30 de Junho às 21.45 - Rivoli - Pequeno Auditório

Levar à cena “BEIJOOPORTO”, é completar o tríptico de espectáculos baseados em textos do Historiador Portuense Professor Hélder Pacheco, que se iniciou em 2002, com “PORTO PROFUNDO”, e em 2006 com “A PÁTRIA DAS CAMÉLIAS”.
Intercalados por 4 anos, eis chegados a “BEIJOOPORTO”.

Adaptar para o Teatro alguns textos publicados em livros deste Historiador Portuense, é para nós um sentimento gratificante quando podemos desta forma singela, apesar de efémera, homenagear as humanidades do autor, as palavras e os gestos das gentes, o cheiro das ruas e lugares desaparecidos ou diferentes, a forma como defende orgulhosamente a sua (nossa) cidade, o encanto com que descreve a vida da gente e suas intimidades, feitas de rostos, frases, risos, desesperos e vozes.
Vozes que retratam a Cidade feita pátria das camélias, e que nos levam
profundamente a VER O PORTO, de Hélder Pacheco.
“BEIJOOPORTO” é o complemento deste tríptico que consideram:
“...uma manifestação cultural da cidade e para a cidade, uma forma da cidade se reencontrar com a sua cultura, e é, uma manifestação de gratidão da Companhia Teatral de Ramalde a todos que amam a cidade e valorizam a defesa dos valores desta comunidade, e nada mais oportuno do que o fazer, atravez do olhar de um homem do Porto: Hélder Pacheco”.
“BEIJOOPORTO” é composto por 2 partes com 19 quadros, onde 11 intérpretes representam 68 personagens e figuras, e ainda, o Bolo de S.João, o manjerico, o alho porro, a erva cidreira, as bichas de rabiar e os estalinhos, a “praia dos tesos” na Foz, o eléctrico UM, o arco e a gancheta, a bicicleta de arame, o carrinho de rodas, o pião, o livro de fiados, o óleo de fígado de bacalhau, as papas de linhaça, a infusa d’alhos, as águas do Rio Douro, a Ribeira, as ruas e praças, o Mercado do Bolhão, os Pregões do Porto.
Ah! e uma “bolinha vermelha”, que às vezes surge como aviso.
Divirtam-se e beijem este Porto...profundamente.

Alfredo Correia

domingo, outubro 04, 2009

Homenagem a Fernando Peixoto


Caros Amigos,

No próximo dia 31.10, pelas 21.30h, no Auditório Municipal de Gaia, a Associação das Colectividades de Gaia vai homenagear o meu pai, evocando todo o seu percurso de vida.

Será um espectáculo com música, teatro e poesia com textos de sua autoria.
Para reservar o seu convite, envie urgentemente um email para helena_peixoto@sapo.pt, com o número de convites que pretende reservar.

Melhores cumprimentos,




Helena Peixoto

segunda-feira, agosto 24, 2009

Faleceu Morais e Castro





José Armando Tavares de Morais e Castro (Lisboa, 30 de Setembro de 1939 - Lisboa, 22 de Agosto de 2009) foi um dos grandes actores e encenadores portugueses.
Actor experimental do Grupo Cénico do Centro 25 da Mocidade Portuguesa, enquanto estudante liceal. Estreia-se profissionalmente no Teatro do Gerifalto, dirigido por António Manuel Couto Viana na peça A Ilha do Tesouro (1956).
Em 1958 estreia-se na televisão em O Rei Veado de Carlo Gozzi, realizado por Artur Ramos. Ainda no Teatro do Gerifalto, integrou o elenco de variadas peças, como O Fidalgo Aprendiz de Francisco Manuel de Melo ou Os Velhos Não Devem Namorar de Afonso Castellau.
Em 1960 trabalha junto de Laura Alves. Em 1961 estreia-se na encenação, dirigindo no Cénico de Direito, O Borrão de Augusto Sobral, premiado no Festival de Teatro de Lyon desse ano. Estreia-se no cinema, com Pássaros de Asas Cortadas de Artur Ramos (1962).
Integrou o Teatro Moderno de Lisboa, de 1961 a 1965, participando em O Tinteiro de Carlos Muñiz ou Humilhados e Ofendidos de Dostoievski onde obtém grande sucesso. Neste período contracenou com actores como Armando Cortez, Fernando Gusmão, Carmen Dolores ou Ruy de Carvalho.
Em 1968 é co-fundador do Grupo 4 no Teatro Aberto, juntamente com Irene Cruz e João Lourenço e aí representou autores como Peter Weiss, Bertolt Brecht, Max Frisch, Peter Handke ou Boris Vian. Aí encenou também É preciso continuar de Luiz Francisco Rebello.
Em 1985 em faz a comédia Pouco Barulho, com Nicolau Breyner, passsando depois pela Companhia Teatral do Chiado, onde ao lado de Mário Viegas participou em À Espera de Godot de Samuel Beckett. Em 2004 a sua interpretação em O Fazedor de Teatro de Thomas Bernard com Joaquim Benite na Companhia de Teatro de Almada valeu-lhe a Menção Honrosa da Crítica. Foi ainda presença regular em novelas e séries, durante a década de 80 e 90. Popularizou-se como professor na série As Lições do Tonecas (1996/1998).
Morais e Castro era licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa (1964), exercendo também a advocacia. Foi ainda dirigente do Partido Comunista Português.
Faleceu a 22 de Agosto de 2009 no IPO de Lisboa vítima de cancro.
O Todo o Mundo é um Palco aplaude-o de pé.

sábado, agosto 08, 2009

Para recordar...

Morreu Raul Solnado...

Raul Solnado morreu este sábado aos 79 anos.


O actor estava internado no hospital Santa Maria e esta manhã, pelas 10h50m, foi confirmado o óbito.


Segundo informou o hospital, Solnado sucumbiu na sequência da evolução de um quadro clínico cardio-vascular grave, depois de ter sido operado à carótida, à três dias.


Raul Augusto Almeida Solnado, nasceu a 19 de Outubro de 1929, foi humorista, apresentador de televisão e actor.


Até à sua morte foi director da Casa do Artista, sociedade de apoio aos artistas situada em Carnide, Lisboa, que fundou juntamente com Armando Cortez, entre outros.


Solnado começou a trabalhar em 1947 no teatro amador, na Guilherme Cossul - uma colectividade que nunca esqueceu.


Em 1952 estreou-se «profissionalmente» num show no Maxime e a partir daí não mais parou: opereta, revista, teatro clássico, cinema, televisão. Fazendo rir e pensar.


No palco destacou-se como actor de mil faces, mas foi com as gargalhadas que Raul Solnado se tornou uma figura mítica do espectáculo.


Um génio do humor que conseguiu pôr Portugal a rir de uma guerra sem sentido (com famosa rábula «a guerra de 1908»), numa altura em que a guerra colonial era um assunto tabu. Gargalhadas que venceram uma guerra e que fizeram de Raul Solnado um recordista de vendas discográficas com um disco que nem canções tinha.


O êxito dos monólogos «a guerra de 1908» e «a história da minha vida» foi de tal maneira que superou as vendas de Amália Rodrigues.


Oito anos mais tarde, em 1969, com Carlos Cruz e Fialho Gouveia apresentou na RTP um programa inovador que se tornou um marco na programação televisiva: o «Zip-Zip». Na década de 60 criou de raiz e dirigiu o teatro Villaret.


Raul Solnado assinou assim um tipo de humor nunca visto em Portugal, um humor que esgotou bilheteiras nas principais salas de espectáculo.




O nosso aplauso de pé e um até sempre a um dos maiores actores portugueses.



quinta-feira, julho 30, 2009

Até Sempre Amigo...


Manuel Angelo Mota, um amigo e homem de teatro, partiu na passada segunda-feira (27 de Julho). O funeral realiza-se amanhã pelas 10 horas no cemitério de Santa Marinha em Vila Nova de Gaia. Em Janeiro de 2002, na altura em que completava 60 anos, Fernando Peixoto dedicou-lhe este acróstico que hoje aqui deixamos como homenagem.
ACRÓSTICO AO
M anuel: é o teu nome uma memória,
A travessando os palcos, bem gravada,
N uma firme e coerente trajectória
U nindo muita gente variada,
E rguendo, cena a cena, a oratória
L ivre, pelo Teatro derramada.
A rtista, construindo a sua história
N o Drama ou na Comédia trabalhada
G ritando a euforia da vitória
E ntre actos duma vida partilhada,
L utador incansável, bem conheces
O Amor dos amigos que mereces.
D ando-te sempre aos outros nada esperas
A lém das amizades mais sinceras.
F ormando actores, ergueste no tablado
O ndas de sonhos, ondas de ilusões,
N um mar encapelado de emoções
S em dar descanso ao corpo fatigado,
E stimulando os outros com lições,
C onstruindo nos outros sensações,
A que tu mesmo estavas vinculado.
M estre foste de actores, nesta viagem,
O rago do teatro de amadores,
T u que foste, de entre todos, dos maiores,
A ceita, hoje, de nós, esta Homenagem.
FERNANDO PEIXOTO - 19 de Janeiro de 2002









quinta-feira, julho 02, 2009

"O Leão e o Grilo" - Nova Apresentação


Estimado(a) Amigo(a),


O Grupo de Teatro "Bankuiteatro", constituído por Adolescentes e Jovens que integram a Secção de Teatro da Delegação do Norte do Clube GBES vai efectuar um espectáculo da Peça de Teatro "O Leão e o Grilo", da autoria de Fernando Peixoto e encenação de Francisco Santos, no Mini-Auditório sito na Rua Cândido dos Reis, 78, na Cidade do Porto, no próximo dia 05/07/2009 pelas 10h45.


O espectáculo é aberto a todos.


Contamos consigo!


Um abraço


Helena Peixoto

quinta-feira, junho 11, 2009

MAX E MILA


A Contacto vai estrear no próximo dia 12 de Junho, pelas 21H45, a sua 42ª produção teatral: "Max e Mila" de Volker Ludwig com adaptação e encenação de Manuel Ramos Costa. Max e Mila são irmãos de temperamentos muito distintos. Toleram-se com muita dificuldade e em consequência disso acham-se em constante conflito. Mila adora ver televisão. Max prefere as brincadeiras. A possibilidade de se tornarem amigos e cúmplices parece remota, até ao dia em que ambos conhecem Pedro, um rapaz não menos complicado, que acaba por dar a volta à situação...
É este o enredo, resumido, desta história de expressão realista que se destina a toda a familia
Não perca a oportunidade de se deslocar à Casa da Contacto, na Rua Dr. José Falcão, 237 para assistir às aventuras e aos sonhos destes três personagens. Mais informações em www.contactovar.com -
Contacto - Companhia de Teatro Água Corrente de Ovar
Apareçam!!!















quinta-feira, maio 14, 2009

O LEÃO E O GRILO

Não sei bem precisar com que idade me lembro de ouvir a estória do leão e do grilo pela primeira vez. Deve ter sido muito cedo pois as primeiras recordações da minha infância já incluem esta estória em jeito de fábula. Consigo recordar com exactidão o meu pai a contá-la, a minha euforia quando integrei o grupo de crianças que a representaram pela primeira vez e uma experiência deliciosa que foi a minha participação na representação em teatro radiofónico. Foram, porém, escassas as vezes em que foi representada, apesar da importância da sua mensagem e do papel que poderia desempenhar na formação do carácter de uma criança.
Este leão e o grilo são a representação dos valores em que o meu pai me educou, enaltecendo a paz e o diálogo em detrimento do conflito. “A guerra só traz a dor, as guerras são sempre más, para o mundo ser melhor temos de viver em paz” ou “Mais forte que a força bruta é a força da razão…”, frases como esta tornam tão actual uma história que já tem quase trinta anos e constituem um alerta para a necessidade de educarmos crianças diferentes, que tenham na sua infância algo mais que jogos de computador e desenhos animados repletos de violência.
Este leão personifica o orgulho e a incompreensão que são a causa de tantas guerras. O grilo é todo aquele que, apesar de uma posição vitoriosa, não perde a sua humildade.


Trinta anos depois esta fábula repete-se no nosso quotidiano. No entanto, ver em cena esta peça desperta-me esperança, pois as crianças que hoje a verão serão homens e mulheres amanhã, quem sabe com capacidade decisória para mudar o mundo. É verdade que, tal como o meu pai quando criou esta peça, também eu acalento um sonho… poder ver crescer as minhas filhas num mundo em paz.
Ao Francisco Santos e aos jovens do Grupo Desportivo do Sindicato dos Bancários do Norte o meu agradecimento, por me trazerem um manancial de memórias de tempos tão felizes vividos com um homem extraordinariamente especial como o meu pai mas, sobretudo pela coragem de fazer renascer esta mensagem de paz e fraternidade a um mundo entorpecido por tantas guerras.

Sabemos das muitas horas necessárias para levar à cena um espectáculo como este, da necessidade de persistência e do espírito de sacrifício para fazer vingar um projecto assim, para todos vocês o meu aplauso de pé.
Parabéns!

Helena Peixoto

terça-feira, maio 05, 2009

O LEÃO E O GRILO


O Grupo de Teatro “Bankuiteatro”, constituído por Adolescentes e Jovens que integram a Secção de Teatro da Delegação do Norte do Clube GBES vai estrear no Auditório da Junta de Freguesia de Paranhos, da Cidade do Porto, sito na Rua Álvaro Castelões, 811/831, no próximo dia 10/05/2009 pelas 16h00, o seu novo espectáculo "O Leão e o Grilo".

Uma peça de teatro infantil da autoria de Fernando Peixoto e encenação de Francisco Santos.

Contamos com a sua presença no espectáculo da estreia da referida peça.

quinta-feira, abril 23, 2009

CONDECORAÇÃO A FERNANDO PEIXOTO


Dia 25 de Abril, pelas 10.30, no Pavilhão Municipal, junto ao Parque da Lavandeira em Vila Nova de Gaia, Fernando Peixoto vai ser condecorado a título póstumo com a medalha de Mérito Municipal Classe Ouro,por militância cívica.

ABRIL E... TU



Em Abril tu sentes a vontade
de erguer o rosto ao sol em desafio
Em Abril descobres a verdade
da esperança que te alaga como um rio
Em Abril há brilho nos teus olhos
e há também a firme decisão
de rasgar caminhos, de vencer escolhos,
de fazer de cada dia uma canção.
Em Abril
recuperas a confiança em ti próprio
e no povo a que pertences,
tu sabes, em Abril, que a vida avança
e sorris na certeza de que vences.
Tu lembras, em Abril,
a madrugada que vestiu as cadeias de euforia
e restituiu à voz amordaçada
a força canora da alegria.
Tu lembras, em Abril, o fim do medo
(o fim do medo!),
o fim da guerra ( o fim da guerra!),
o fim das prisões e do degredo
e o regresso do filho à mãe, à terra.
Tu lembras, em Abril,
a tortura, a fome, a opressão,
tu lembras, em Abril,
o fascismo, a ditadura
e o dia do fim da repressão.
Tu lembras, em Abril,
a claridade que rompeu de madrugada
em rostos mil
quando Grândola, a canção da liberdade,
tingiu de vermelho o céu de anil.

Tu saúdas, em Abril, o mundo novo,
tu saúdas, em Abril, a nova idade,
tu saúdas, afinal, todo este povo
que em Abril conquistou a liberdade.



FERNANDO PEIXOTO

sexta-feira, abril 17, 2009

ABRIL EM FLOR


Abril em Portugal é sinónimo de liberdade, de cravos e de esperança e é também o mês em que a Contacto produz e realiza o Abril em Flor um espectáculo multidisciplinar de música, poesia, teatro e dança que tem como principal objectivo recordar a revolução de 1974 que trouxe um novo rumo ao nosso país.
Este ano o convidado de honra será o Grupo de Baladas Nostalgia (de Espinho) e serão também apresentados dois sketches de teatro alusivos ao tema bem assim como leitura encenada de poemas sobre Abril e um número de dança / expressão corporal.
Motivos não faltam, e bons, para visitar a Casa da Contacto no próximo dia 24 à noite.


. Sexta Feira 24 de Abril às 21H45
. "Abril em Flor 2009 - Dia da Liberdade", direcção geral de Manuel Ramos Costa


. Oficina de Teatro da Contacto / Grupo de Baladas Nostalgia


. Local: Casa da Contacto, Rua Dr. José Falcão 237


Reservas através do 917458619 e/ou contacto.corrente@sapo.pt
Mais informações em anexo e também em http://www.contactovar.com/

Fernando Rodrigues