Eis um espaço de partilha para gente que se interessa por teatro e outras artes. Podemos e devemos partilhar: fotos, reflexões, críticas, notícias diversas, ou actividades. Inclui endereços para downloads. O Importante é que cada um venha até aqui dar o seu contributo. Colabore enviando o seu texto ou imagem para todomundoeumpalco@gmail.com

domingo, setembro 09, 2007

O VIZINHO...TOCA SEMPRE DUAS VEZES


TEMPORADA 2007/2008




O vizinho… toca sempre duas vezes!


de Emílio Boechat


Comédia a partir do texto inédito “Se alguém lhe oferecer flores”,


adaptada pelo Cale Estúdio Teatro, que, depois de “Como estamos de amores?” renova a aposta nos originais do autor brasileiro.


A não perder!




ESTREIA 21 DE SETEMBRO – 21.45 HORAS




Em cena nos dias 21, 22 e 29 de Setembro




ASSOCIAÇÃO RECREATIVA DE CANIDELO – V. N. GAIA


Autor: EMÍLIO BOECHAT


Encenação: ANTÓNIO D’ALEGRIA


Interpretação: ADRIANA CARMEZIM, GRAÇA RUSSO, ONOFRE VARELA


Cenografia: CALE ESTÚDIO TEATRO


Sonoplastia: CÂNDIDO XAVIER


Luminotecnia: CARLOS GONÇALVES


Figurinos: MARIA PEDRO DA MOUTA




ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE ACTORES




Rua do Meiral, 51


4400-501 V. N. Gaia


Tlm. 963 697 254

O HOMEM SEM CARA - Convite


CONVITE
O Teatro Art' Imagem tem a honra de o (a) convidar a assistir ao espectáculo



O HOMEM SEM CARA



em cena 7.SET a 23.SET.2007

no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garretao Palácio de Cristal, Porto
sessões: terça a sábado - 21h30domingo - 16h00

¬ Convite válido para duas pessoas, sujeito a confirmação de reserva - T. 22 208 40 14
¬ Obrigatória a apresentação deste convite na bilheteira
http://www.teatroartimagem.org/

quarta-feira, agosto 15, 2007

A LOUCURA DO POETA


Homenagem do "Cochilando nas Estrelas", aos versos do Poeta que sabe, com muita propriedade, a dor da Pátria a sangrar e a do irmão a sofrer.

Que a voz do Poeta não se cale
Que os olhos do Poeta não se fechem
Que os seus versos sejam a sirene
Que alerta toda a gente à sua volta
Que o poema seja o grito inconformado
Dos braços que se erguem na revolta
Contra os braços curvados e a cerviz
Submissa ao peso da opressão
Que o poema seja sempre vertical
Um relâmpago enorme em noite escura.
Que o Poema seja uma canção
E rasgue o medo em mil pedaços
Com versos de amor e de ternura
Espalhados por mil bocas e mil braços.
Que o Poeta seja mais que um ser humano
E que tanja a lira do seu canto
Elevando a Poesia até ao céu
E que entregue aos homens o seu Fogo
Assumindo o papel de Prometeu.

Quando o Poeta escreve por Amor
A palavra torna-se a armadura
Com que o Homem vence a própria dor
E destrói o vírus da amargura.

É louco, o Poeta? Deixem lá:
O mundo precisa da loucura.


Fernando Peixoto
Portugal
06.08.2007
(imagem colhida do site
Formatação de Emília Possídio
Sensibilizado, agradeço esta atenção da Amiga e poetisa Emília Possídio
Fernando Peixoto

terça-feira, agosto 14, 2007

O Limite da Mediocridade Alcançada


Por Julio Carrara - 19/12/2006

Eu gostaria de saber o que acontece com determinados “atores”. O que querem afinal? Ser ator ou ser famoso? Ser ator é uma coisa e ser famoso é outra, completamente diferente.
É fácil ficar famoso. Olhem os mandamentos abaixo1. Tenha um corpo sarado e um rostinho angelical.2. Seja fútil.3. Não precisa saber falar corretamente o português.4. Ande por aí sem calcinha.5. Tenha muita grana.6. Se inscreva no “Big Brother“.7. Se conseguir entrar naquela merda, pode ter certeza que ao sair de lá, você imediatamente pousará no Paparazzo, Playboy ou G Magazine, em fotos sensuais.8. Posteriormente entrará num programa humorístico de péssima qualidade ou ganhará um papel de coadjuvante numa novela do horário nobre, mesmo sem ser capacitado para isso.9. Pra que ser capacitado, se você pode ser namorada(o) de algum diretor conceituado? Pode ter certeza que ele irá te escalar pra sua próxima novela.10. Se não conseguir nada disso, faça um filme pornô. Muitos artistas começaram assim.
Siga corretamente essas dicas que, mais cedo ou mais tarde, você será uma celebridade. Eu lhe garanto.Mas tome cuidado. Depois de um tempo, essas celebridades instantâneas entram em órbita, caem no esquecimento e nunca mais ouve-se falar nelas.
Agora, entrarei num assunto que realmente me interessa. Ser ator. Não existe dez mandamentos para ser um bom ator. Existe muito mais. É uma profissão extremamente complexa.
Antes de se desenvolver como ator, você tem que se desenvolver como ser humano. Como você vai interpretar, Hamlet ou Ofélia, se a sua alma é muito inferior à desses personagens? Se o seu ego é maior que a sua humildade e generosidade? Se você procura contato com a platéia apenas por egocentrismo e vaidade? Se ama VOCÊ no TEATRO e não o TEATRO em VOCÊ?
Tenho certeza que muitos artistas não sabem o que estão fazendo quando estão em cena, qual a sua função social, o que pretendem atingir. Esses infelizes saem de uma escolinha de teatro qualquer, onde atuaram em grandes clássicos da dramaturgia universal como “As Bruxas de Salém“, por exemplo. Fazem uma ou duas apresentações para os familiares e amigos, que acham tudo maravilhoso e após o término do curso, enchem a boca para dizer que são atores profissionais, só porque tem a porra do DRT nas mãos. Grande bosta. Já trabalhei com muitos amadores que eram muito mais profissionais do que com àqueles que tem a carteira assinada e sua profissão regulamentada.
Hoje, a nossa profissão virou piada. Qualquer um pode ter DRT. É só pagar. E aquele ator talentoso, que não tem como pagar a taxa pra SATED, tem que dar um trampo de garçom, pintar a cara de branco, colocar uma bola vermelha no nariz e subir no palco como se estivesse animando festinhas de crianças nos Projetos Escolas da vida, tratando o público infantil como debilóides (coisa que não são), para conseguir grana pra pagar suas contas e a taxa abusiva do Sindicato pra conseguir o tão desejado DRT.
O grau de analfabetismo é tanto, que certa vez, nos bastidores de um teatro onde seria apresentada “Lisístrata“, uma atriz, chegou no camarim, “desesperada” e disse para outras atrizes que o Aristófanes estava na platéia. Todas sacaram a brincadeira, exceto uma, que acreditou realmente.- Nossa - disse ela - ele veio da Grécia pra cá?
E todas riram da garota, evidentemente. Bem, nem tudo estava perdido. Pelo menos ela sabia que Aristófanes era grego.
Falta informação, faltam profissionais realmente capacitados, faltam bons orientadores. A classe artística é muito desunida e individualista. Por isso a Cultura está essa merda. É preciso urgentemente fazer alguma coisa. Senão, o que será do Teatro daqui há 10 anos?Têm pessoas que vomitam teorias mas agem pouco. São puros punheteiros recém-saídos de alguma escolinha, que em seus devaneios em bares ou botecos decadentes, sonham com um modelo do teatro ideal. Mas a única coisa que conseguem atingir é o limite da mediocridade alcançada. Só.
Por isso (há exceções, evidentemente), o teatro está tão frouxo. Ou temos espetáculos comerciais ou espetáculos que não passam de masturbação mental que não dizem absolutamente nada.
Para finalizar, transcrevo aqui uma frase do grande Goethe: “Eu queria que o palco fosse uma corda bamba onde nenhum incompetente ousasse caminhar.”


Julio Carrara é diretor e dramaturgo. É colunista do Oficina de Teatro e escreve periodicamente para o site.

Amador ou Profissional? Eis a questão!


Por Paulo Sacaldassy - 05/08/2007

Na maioria das vezes, as pessoas são apresentadas ao teatro ainda na escola. Muitos nem se dão contam que um dia podem se tornar atores ou atrizes de sucesso. A aula, regada a uma peça de teatro, acaba sendo uma grande “brincadeira”, mesmo que o exercício seja levado a sério, pois alguns mais tímidos e outros nem tanto, usam a apresentação para se provocarem durante o ano.
Passada essa fase escolar, onde se é apresentado ao teatro sem compromisso algum, sempre tem alguém no grupo que leva aquela “brincadeira” um pouco mais a sério, e resolve procurar um grupo de teatro de verdade, pois sua alma foi tocada pelo bichinho do teatro.
São muitos os grupos que de uma maneira amadora conseguem fazer teatro de uma forma competente, mesmo com todas as dificuldades inerentes ao teatro, como a falta de espaço para ensaios, a falta de verba e as dificuldades de espaços para apresentação. Muitos são de muito bom nível, e são deles, que saem quase sempre, os atores e atrizes que chegarão a televisão.
Quando se está em um grupo amador, onde se faz teatro por amor e não se ganha nada por isso, tem-se a chance de aprender de verdade e na prática, as dificuldades de se fazer teatro em nosso país. Muitos optam por essa vida de teatro amador por toda a sua existência, mas outros, querem fazer desta arte o seu meio de subsistência, e é aí que depara-se com um grande dilema. Fazer teatro de uma forma amadora apenas para alimentar a alma artística ou partir de vez para uma carreira profissional e enfrentar todas as suas dificuldades?
Muitos jovens que atuam em grupos amadores, e vêem outros jovens fazendo sucesso na televisão, querem também fazer parte deste mundo, o quanto antes, melhor, e isso não é de hoje, pois, quem gosta de teatro de verdade, vive ou viveu um dia esse dilema. Mas quase sempre, o peso das responsabilidades, acaba interrompendo carreiras brilhantes, e muitas vezes, o teatro deixa de conhecer talentos que, ou não tiveram, a coragem suficiente para enfrentar as dificuldades, ou optaram por não correr riscos, e continuar apenas o seu teatro de forma amadora.
Acho que não se pode condenar, nem um, nem outro, cada qual deve escolher para a sua vida o que realmente quer no momento em que vive, as vezes, não á a hora de embarcar em uma aventura, e se jogar no mundo do teatro de uma forma desesperada, pois corre-se o risco de vender a alma ao diabo, e se perder na essência de sua alma de artista. As vezes é melhor trabalhar com o teatro amadorísticamente, mas consciente de estar preparado, para na oportunidade certa, encarar o desafio de viver profissionalmente do teatro.
A escolha é difícil, ainda mais quando se é jovem, por isso, não há a necessidade de precipitação, pois a história mostra que o teatro está cheio de atores e atrizes que tinham uma outra profissão, e no momento certo, deixaram o amadorismo para serem profissionais do teatro. E na maioria das vezes, com muito sucesso.


Paulo Sacaldassy, contabilista, dramaturgo, roteirista, poeta e letrista. Mantenho um blog chamado "poucas palavras" onde posto minhas poesias e alguns artigos. E agora, Colunista do site Oficina de Teatro.



A DISCRIMINAÇÃO DO ARTISTA

Por Paulo Sacaldassy - 12/08/2007

Engraçado, enquanto a gente segue nossa sina de forma anônima no meio da multidão, levando nossa arte, as pessoas que nos cercam, quase nunca acreditam em nosso talento, e as pessoas que não nos conhecem quase sempre nos discriminam. Pergunto à vocês: Quantos já não foram chamados de loucos, vagabundos, e outras coisas do tipo, só por ser um simples artista perdido no anonimato?
Cheguei a conclusão que as pessoas só reconhecem como artistas, os atores e atrizes que aparecem na novela das oito, ou o cantor, cantora ou banda, que tem sua música tocada exaustivamente nas rádios, fora isso, mais ninguém é considerado artista, tamanha a discriminação.
Não sei se alguma vez vocês sentiram ou presenciaram alguma manifestação de discriminação contra algum artista desconhecido pela grande maioria, talvez sim, isso é muito comum em barzinhos, onde músicos, sempre desconhecidos, tocam a noite toda como se fizessem mero acompanhamento para um bate-papo informal.
E as peças com atores desconhecidos? A dificuldade de colocar público no teatro se torna quase uma missão impossível. Na maioria das apresentações, o público é formado, na sua maioria, por nossos amigos e familiares, que ao final, nos falam duas ou três palavras de incentivo, mas quase sempre nos aconselham a voltar a vida normal.
Não consigo entender porque o artista que se tornou conhecido do grande público, tem mais valor do que o artista que faz o seu trabalho ainda no anonimato. Talvez a psicologia possa dizer alguma coisa. Quem sabe não é algo sobre o exemplo a seguir. - Fulano está na mídia, eu quero ser igual à ele! É até compreensivo, mas o que não é, é o desrespeito e o preconceito contra os anônimos.
Se a pessoa está ali, se apresentando como artista e você ali, como espectador, subentende que de alguma maneira, você veio prestigiar aquele artista desconhecido, certo? Então eu lhe pergunto: Por que desvalorizar esse trabalho? Neste fim de semana mesmo, presenciei um caso desse. Na escola onde estudam minhas filhas, houve uma apresentação de um grupo de música desconhecido do grande público, que diga-se de passagem, de muito talento, e que foram contratados para a festa do dia dos pais, mas o que ocorreu? Alguns pais, motivo final daquela apresentação, simplesmente discriminaram os músicos, que ali no palco, se empenhavam para passar algo agradável, permitindo que seus filhos, gritassem, corressem, pulassem, de uma tal forma, que me coloquei no lugar daqueles músicos, e me senti muito constrangido. Não tive dúvidas sobre o que escreveria!
O que o artista quer, é simplesmente o reconhecimento de sua arte. Que ele seja respeitado, mesmo que seja um anônimo, porque aliás, naquele instante em que ele se apresenta à você, está deixando de ser anônimo, e se você prestar atenção somente no talento, não desrespeitá-lo, nem discriminá-lo, quando se der conta, vai encontrá-lo trabalhando na novela das oito, ou cantando a sua canção preferida, e aí então, o que você vai mais querer, é que ele lhe dê, um concorrido autógrafo.
O artista é bom quando ele é bom no que faz, não precisa estar na mídia, por isso, quando você for assistir à alguma apresentação de um artista desconhecido, assista-o como se fosse seu fâ número um, pois ele está ali, fazendo aquilo para você.


Paulo Sacaldassy, contabilista, dramaturgo, roteirista, poeta e letrista. Mantenho um blog chamado "poucas palavras" onde posto minhas poesias e alguns artigos. E agora, Colunista do site Oficina de Teatro.

quinta-feira, abril 26, 2007

A FLOR DE ABRIL



A FLOR DE ABRIL

Com flores, com perfumes, com canções,
com crianças correndo na avenida,
com lagartas, chaimites e canhões
e um cravo na G-3 gritando vida,

com os peitos arfando, e os corações
batendo de alegria desmedida,
subiam e desciam multidões
respirando a manhã reaparecida.

O corpo do meu povo estremeceu
ao ver a Liberdade ali, à mão,
como uma flor que, súbito, aparece.

E a flor da Liberdade, então, colheu,
colocando-a bem junto ao coração
para que Abril ali permanecesse.


FERNANDO PEIXOTO

Abril de 2007

26º FAZER A FESTA



Fazer a Festa - Festival Internacional de Teatro
26ª edição - 4 a 13 de Maio de 2007Jardins do Palácio de Cristal Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett
TECA - Teatro Carlos Alberto
programa

Dia 4, sexta-feira[ 21.30h ]
estreia"FULGOR E MORTE DE JOAQUÍN MURIETA" Teatro Art' Imagem / TNSJ . Porto ¬ M/ 12
Dia 5, sabádo[ 15.30h ]
"MARIONETAS NO JARDIM" ¬ Instituto Superior Jean Piaget . VN Gaia ¬ Todos
[ 16:30h ]"O BURACO" ¬ Companhia de Teatro de Braga . Braga ¬ M/ 6
[ 21.30h ]"FULGOR E MORTE DE JOAQUÍN MURIETA" ¬ Teatro Art' Imagem / TNSJ . Porto ¬ M/ 12
Dia 6, domingo[ 15.30h ]
"MARIONETAS EM REDOR DA MÚSICA"
¬ Trulé . Évora ¬ Todos
[ 16.00h ]"FULGOR E MORTE DE JOAQUÍN MURIETA" ¬ Teatro Art' Imagem / TNSJ . Porto ¬ M/ 12
[ 16:30h ]"TARARÁ CHIS-PUM!" ¬ Centro Dramático Galego . Galiza, Espanha ¬ M/ 6
Dia 7, segunda-feira[ 10:00h e 14.30h ] (#)
"ARCA DOS SONHOS" ¬ Teatro das Beiras . Covilhã ¬ M/ 6
Dia 8, terça-feira[ 10:00h e 14.30h ] (#)
"PRÍNCIPE FIM" ¬ Shakespeare Women Company . Lisboa ¬ M/ 4[ 21.30h ]"FULGOR E MORTE DE JOAQUÍN MURIETA" ¬ Teatro Art' Imagem / TNSJ . Porto ¬ M/ 12
Dia 9, quarta-feira[ 10:00h e 14.30h ] (#)
"O RAPAZ DE BRONZE" ¬ Teatro de Animação de Setúbal . Setúbal ¬ M/ 4[ 21.30h ]"FULGOR E MORTE DE JOAQUÍN MURIETA" ¬ Teatro Art' Imagem / TNSJ . Porto ¬ M/ 12
Dia 10, quinta-feira[ 10:00h e 14.30h ] (#)
"O CAPUCHINHO VERMELHO" ¬ UrzeTeatro . Vila Real ¬ M/ 3[ 21.30h ]"FULGOR E MORTE DE JOAQUÍN MURIETA" ¬ Teatro Art' Imagem / TNSJ . Porto ¬ M/ 12
Dia 11, sexta-feira[ 10:00h e 14.30h ] (#)
"QUEM COME A MINHA CASINHA" ¬ Jangada Teatro . Lousada ¬ M/ 4[ 21.30h ]"FULGOR E MORTE DE JOAQUÍN MURIETA" ¬ Teatro Art' Imagem / TNSJ . Porto ¬ M/ 12
Dia 12, sábado[ 15.30h ]
"PALCO MÓVEL " ¬ Tosta Mista - O Malabarista . Alemanha / Portugal ¬ Todos[ 16:30h ]"CUÉNTAME UN CUENTO" ¬ Teloncillo . Castela, Espanha ¬ M/ 6
[ 21.30h ]"FULGOR E MORTE DE JOAQUÍN MURIETA" ¬ Teatro Art' Imagem / TNSJ . Porto ¬ M/ 12
Dia 13, domingo[ 15.30h ]
"SERÁ QUE AS GIRAFAS LAVAM OS DENTES?" ¬ Marimbondo . Lousã ¬ Todos[ 16:00h ]"FULGOR E MORTE DE JOAQUÍN MURIETA" ¬ Teatro Art' Imagem / TNSJ . Porto ¬ M/ 12
16:30h ]"OS CONTOS DE SHAKESPEARE" ¬ Teatro D. Maria II . Lisboa ¬ M/ 6
#) - marcação préviaprograma sujeito a alterações
actividades paralelas
Dia 7, segunda-feira[ 17:00h ][ debate / encontro ]
"TEATRO PARA OS MAIS NOVOS A NORTE" ¬ ATINJ - Associação de Teatro para a Infância e Juventude
[ animação teatral de rua aos fins-de-semana ]
"ESCADAS D' INFORMAÇÃO" ¬ Teatro Art' Imagem
Bilheteira
Preço (segunda a sexta, 10h00 e 14h30 - grupos escolares):3 € - preço por aluno (gratuíto para professores e acompanhantes).
5,00 €uros (normal) 3,00 €uros (desconto)
Bilhetes já à venda na bilheteira Tzero, na Rua da Picaria, 89, Porto.
Bilhetes também à venda na bilheteira do festival, instalada no Palácio de Cristal, de 5 a 14 de Maio e na FNAC.
Os Bilhetes para "Fulgor e Morte de Joaquim Murieta" devem ser adquiridos no TECA.

quinta-feira, março 22, 2007

Círculo da Justiça em Gaia





Mais uma vez, o 3º ano de Teatro da ESAP leva à cena o seu espectáculo "O Círculo da Justiça", com textos de Bertold Brecht e Shakespeare, esta é uma história onde a justiça é o centro de tudo e se questiona quem é melhor para uma criança, a mulher maternal ou a mulher que tratou dela e a educou.

Uma peça a não perder na TUNA MUSICAL DE SANTA MARINHA no dia 31 de Março pelas 21:45 horas. Apareçam e apoiem as novas caras do Teatro Portuense.

Saudações Teatrais

quarta-feira, março 21, 2007

ESTREIA
















No próximo dia 4 de Maio o
Teatro Art´Imagem
estreia a única peça de Pablo Neruda
Fulgor e Morte de Joaquim Murieta

Tradução do poeta Jose Viale Moutinho
Encenação de Roberto Merino


Este espectáculo, em coprodução com O TNSJ, será também uma homenagem ao poeta centenario e Premio Nobel de Literatura Chileno e ao Teatro Art´Imagem que cumpre 26 anos de actividade teatral na cidade do Porto.

PABLO NERUDA Y JOAQUIN MURIETA













Pablo Neruda, poesía y teatro, y Joaquín Murieta


"Mi poesía debía mantenerse secreta, separada en forma férrea de sus propios orígenes…Todo eso lo dejé yo en compartimiento cerrado destinado a mi trasmigración, es decir, a mi poesía, siempre que yo pudiera sostenerla en aquellos compartimentos letales, sin comunicación humana".

P Neruda

“Durante la década gloriosa nacional, la de los 60, la letra de Pablo Neruda se expande hacia las artes escénicas, primero, a través de la traducción de Romeo y Julieta, de su viejo padre literario, William Shakespeare y, luego, por una creación propia: Fulgor y muerte de Joaquín Murieta, ambas representadas por el Instituto de Teatro de la Universidad de Chile (ITUCH), estrenadas en sendos octubres de 1964 y 1967, respectivamente. El poeta tuvo amigos del alma en el mundo del Teatro, quienes han aportado lo suyo en la difusión y representación de sus obras: Pedro de la Barra (fundador del ITUCH, 1941), Pedro Orthus, Rubén Sotoconil, Agustín Siré, María Cánepa, Roberto Parada, por nombrar a algunos. Igualmente sus poemas se musicalizaron, alcanzando muchos de ellos categorías clásicas, en especial los Veinte Poemas de Amor y una Canción desesperada y el Canto General, resonando sonetos y acariciando olas y odas en cintas, videos y discos , con aportes de destacados músicos chilenos e internacionales. También, en el área de las Artes Plásticas se dibujaron, plasmaron y esculpieron sus portadas, íconos y variada temática poética a través de las manos de muchos artistas, tales como Mario Toral, Israel Roa, Nemesio Antúnez, José Balmes, Mario Carreño, Gregorio de la Fuente, Mary Martner, Roberto Matta.” (1)
La figura mítica de Joaquín Murieta, bandido mejicano o chileno, poco importa, simboliza para Neruda la lucha constante de su propia vida por la libertad del hombre en una tierra de todos, compartida por todos. Compartir la mesa tan común y repetida imagen/metáfora en Neruda (Las Uvas y el Viento), compartir las cosas comunes del hombre sus frutos, sus manos y sus flores, compartir el pan y la rosa de agua llamada cebolla, compartir todo sobre la mesa. Y por qué no la tierra y sus riquezas, la riqueza misma, la riqueza natural, la riqueza del metal y del oro.
El oro representa el punto de partida, pero también es el punto de regreso,” el oro es el regreso” dice el poeta en la obra.
Partiendo desde los puertos lejanos de Chile de la honda, profunda y húmeda América del Sur, de Valparaíso hasta la California seca y yerma, de la América del Norte, los débiles y frágiles emigrantes parten con el cuerpo repleto de sueños y colmado de ensueños.
Viaje fantástica que pasa por el mar y la partida, por las polvorientas y áridas tierras del desierto, la llegada, cruzando hasta el fulgor y hasta la muerte.
De todos los cuerpos que partieron quedarán apenas los fragmentos ,de todo ese sueño, quedará apenas la cabeza decepada y sola que habla en un epílogo lunar:


“Nadie me escucha, puedo hablar por fin,
un niño en las tinieblas es un muerto…

De tanto amar llegué a tanta tristeza,
de tanto combatir fui destruido…

Fue mi cuerpo primero separado,
degollado después de haber caído…

Los muertos no debían decir nada
sino a través de la lluvia y del viento…

De aquí a cien años, pido, compañeros,
que cante para mí Pablo Neruda…

Y como toda vida pasajera
fue tal vez con un sueño confundida.
Los violentos mataron mi quimera
y por herencia dejo mis heridas”



Roberto Merino M.

Diciembre de 2006
(1) sisib- Universidad de Chile

Recuerdos del Sur - Roberto Merino






Recuerdos del sur, geografía y poesía


Creo que lo que me hermana con Neruda es la lluvia del Sur. Nací en la ciudad de Concepción en una madrugada de invierno, los recuerdos de infancia se nutren de la lluvia, del agua y de la errancia tutelar del río Bio- Bio, a las orillas de ese río jugábamos, lanzábamos piedras y vimos muchas veces los cuerpos de animales muertos arrastrados en inviernos rigurosos. La ciudad era húmeda, muy humedad, se sentía la humedad en las ropas y zapatos, en las paredes de las casas y en los techos, y la niebla como aquí, tejía su telaraña de musgo brillante sobre todas las cosas.

Todo eso mudaba con la llegada de la primavera y el verano. Las estaciones muy demarcadas se dejaban anunciar por sus propias señales, los aromos reventando en flores amarillas o la caída de las hojas en otoño, que en esa época eran más rojas, casi fuego.

Creo que todos conocíamos a Neruda desde niños a través de un poema, una citación, o la fotografía de un recorte de periódico que decoraba nuestras modestas salas de clases o los cuadernos diarios del estudiante.

Chile es un país de poesía y la primera fue sin duda Gabriela Mistral, Gabriela poetisa grande de origen humilde la primera entre las primeras de América latina, profesora educadora y luchadora escogió el nombre del arcángel Gabriel y del viento mistral que azota la tierra provenzal con la que con seguridad tantas veces soñara cuando niña. Gabriela adornó nuestras vidas con bellas poesías infantiles, nos rodeó con su tibio abrazo enseñándonos canciones de cuna y sobre todo nos enseño a jugar con serpentinas canciones de ronda… Gabriela es también el nombre de mi madre…

La poseía viajó con los conquistadores a caballo de sus corceles, el dominante idioma
fue dominando las voces antiguas y telúricas de los indios mapuches y como una lámpara de incandescencia lejana sus voces dominadas nos fueron privadas .Crecimos ignorantes de nuestros antepasados y sin perdón aprendimos las proezas de Cervantes, los dramas de Lope, los pasos de Rueda… sin perdón crecimos olvidando las voces genuinas de nuestros indígenas que tenían antes de los dominadores nombre para todas las cosas… la flor que nacía junto al arroyo se llamaba copihue (flor de agua ) y el mismo río Bio- Bio era butalevu o butalevo, y rupanco era el fluir de las aguas y nahuel el tigre salvaje .
Fue el poeta conquistador Alonso de Ercilla quien en su poema épico La Araucana daría a conocer al mundo occidental las primeras fronteras de Chile;
“Chile, fértil provincia y señaladaen la región antártica famosa,de remotas naciones respetadapor fuerte, principal y poderosa;la gente que produce es tan granada,tan soberbia, gallarda y belicosa,que no ha sido por rey jamás regidani a estranjero dominio sometida.Es Chile norte sur de gran longura,costa del nuevo mar, del Sur llamado,tendrá del leste a oeste de angosturacien millas, por lo más ancho tomado;bajo el polo Antártico en alturade veinte y siete grados, prolongadohasta do el mar Océano y chilenomezclan sus aguas por angosto seno.”

Más tarde Gabriela Mistral cuando recibe el premio Nóbel de Literatura, defendería a Chile y a su poesía hermanando la geografía ibérica a través del lenguaje;
“Por una venturanza que me sobrepasa, soy en este momento la voz directa de los poetas de mi raza y la indirecta de las muy nobles lenguas española y portuguesa. Ambas se alegran de haber sido invitadas al convivio de la vida nórdica, toda ella asistida por su folklore y su poesía milenarias…” y más tarde en póstumo poema aun recuerda a su patria:
“ Bajé por espacio y aires / y más aires, descendiendo, / sin llamado y con llamada / por la fuerza del deseo / (...) y arribo como la flecha / éste mi segundo cuerpo / en el punto en que comienzan / Patria y Madre que me dieron»
(«Hallazgo»)


También Pablo Neruda hablaría de nuestra geografía de esa loca y aguerrida geografía, de los extensos bosques del sur de Chile y del agua y de la lluvia. Pero sobretodo Neruda hablaría del hombre y de las cosas;
“Yo vengo de una oscura provincia, de un país separado de todos los otros por la tajante geografía. Fui el más abandonado de los poetas y mi poesía fue regional ,dolorosa y lluviosa. Pero tuve siempre confianza en el hombre. No perdí jamás la esperanza. Por eso tal vez he llegado hasta aquí con mi poesía, y también con mi bandera.
…solo con una ardiente paciencia conquistaremos la espléndida ciudad que dará luz, justicia y dignidad a todos los hombres.
Así la poesía no habrá cantado en vano”
Y Violeta Parra con su guitarra ardiente en la mano leerá como una hechicera las líneas de su tierra;
“Chile limita al Norte con el Perúy con el Cabo de Hornos limita al Sur Se eleva en el Oriente la cordilleray en el Oeste luce la costanera, la costanera.

Linda se ve la patria señor turistapero no le han mostrado las callampitasmientras gastan millones en un momentode hambre se muere gente que es un portento.Mucho dinero en parques municipalesy la miseria es grande en los hospitalesal medio de la Alameda de las DeliciasChile limita al centro de la injusticia,¡de la injusticia! “
(Al centro de la Injusticia)
También Vicente Huidobro el poeta creacionista refiriéndose tal vez a Chile diría algún día;
“ los puntos cardinales son cuatro Norte y sur… “
“He aquí el mar
El mar que se estira y se aferra a sus orillas
El mar que envuelve las estrellas en sus olas
El mar con su piel martirizada
Y los sobresaltos de sus venas
Con sus días de paz y sus noches de histeria

Y al otro lado qué hay al otro lado
Qué escondes mar al otro lado
El comienzo de la vida largo como una serpiente
O el comienzo de la muerte más honda que tú mismo
Y más allá que todos los montes
Qué hay al otro lado
La milenaria voluntad de hacer una forma y un ritmo
O el torbellino eterno de pétalos tronchados”

“Monumento al Mar”
Y así en la estrecha espina dorsal de nuestra patria , presos por el mar y la cordillera la poesía no cantó en vano y sobre los terremotos y volcanes ardientes autores de las mayores catástrofes geográficas del siglo pasado, nos salvó dándonos alas para seguir viendo más allá de nuestras estrechas fronteras, para poder seguir cantando y contando historia imaginarias.


Roberto Merino Mercado
Oporto Febrero de 2007

domingo, março 18, 2007

ZARAGATA NO CALHAU


Depois de ter estado em cena, com casa cheia, no Teatro Municipal Baltazar Dias em Novembro passado, a pedido de muitas pessoas que não tiveram oportunidade de conseguir bilhete,

Zaragata no Calhau

a partir de Carlo Goldoni, regressa à cena, no Cine-Teatro Santo António, de 17 a 27 (Dia Mundial do Teatro) de Março. A encenação é de Élvio Camacho.

Os espectáculos realizam-se de Terça a Sábado às 21H30 e aos Domingos às 17H30.
Saudações Teatrais,
TEF Companhia de Teatro

sexta-feira, março 16, 2007

PRIMAVERA DO TEATRO



Primavera do Teatro
1ª edição, de 27 a 30 de Março de 2007.
Maia

programa



dia 27 de Março, terça-feira - Dia Mundial do Teatro
[ 12.30h ] Centro da Cidade¬ "Animação de Rua" ¬ TEATRO ART' IMAGEM . 90m
[ 15.00h ] Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho¬ O Teatro no Cinema Português - filme: "A Vizinha do Lado"
dia 28 de Março, quarta-feira
[ 10.00h e 16.00h ] Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho"Brincar ao Teatro" ¬ TEATRO ART' IMAGEM
[ 21.30h ] Grande Auditório do Fórum da Maia"JOANA D'ARPPO " ¬ GARDI HUTTER . M/6 . 80m
dia 29 de Março, quinta-feira
[ 10.00h ] Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho"Brincar ao Teatro" ¬ TEATRO ART' IMAGEM
[ 21.30h ] Grande Auditório do Fórum da Maia"BABINE, O PARVO" ¬ TEATRO ART' IMAGEM . M/6 . 75m
dia 30 de Março, sexta-feira
[ 10.00h e 11.00h ] Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho"Brincar ao Teatro" ¬ TEATRO ART' IMAGEM
[ 15.00h ] Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho¬ O Teatro no Cinema Português - filme: "A Canção de Lisboa"
[ 21.00h ] Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho¬ A Comunidade de Leitores "Imagens & Letras" vai ao Teatro.

outras actividades


6 a 31 de Março [ exposição ] "BEATRIZ COSTA (1907-1996)" ¬ Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho
27 a 30 de Março Distribuição da Mensagem Mundial do Teatro de 2008, de Mohammed Al Qasimi (Emirados Árabes Unidos).

bilheteira
Dias 28 e 29 de Março, no Grande Auditório, 21.30h.
Grátis - menores de 10 anos e estudantes.1,00 euro - público em geral
venda e reserva de bilhetes no Fórum da Maia.

contactos
Câmara Municipal da Maia, Fórum da MaiaPraça Dr. José Vieira de Carvalho4470-202 Maiatel. 00351 229 408 643fax 00351 229 440 633
Teatro Art Imagem

Rua da Picaria, 894050-478 Porto

tel - 00351 222 084 014fax - 00351 222 084 021

20 DE MARÇO - DIA DO TEATRO ASSOCIATIVO


Mensagem do Dia do Teatro Associativo
20 de Março de 2007



Passados 10 anos (1997) sobre a Primeira Mensagem do Dia do Teatro Associativo, e da divulgação do seu Manifesto, que o AMASPORTO instituiu junto dos Amadores das Associações, cabe ao seu autor ser o mensageiro, (no ano em que o mensagem do Dia Internacional do Teatro, é escrita pelo Sultão Bin Mohammede Al Qasmi- Ministro do Emirato Dubai - país, que muito deve à democracia)

Apesar de 10 anos, e como diz a cantiga “...é muito tempo”, é meu entendimento, que no Teatro, “é pouco tempo”, por isso, a necessidade de continuarmos a lembrar, que o “nosso” Teatro deve ser, na continuidade revitalizado, e os Amadores, seus praticantes, alertados para o conhecimento e para o importância da
RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.
Quando no Manifesto, digo:
“ ...o Teatro de Amadores das Associações tem de facto um “papel principal” no desenvolvimento cultural dos locais e regiões onde está inserido.” e ”...tal como no ensino básico, o Teatro Associativo é uma “escola” necessária no desenvolvimento social...”
Quero dizer que nos devemos orgulhar, da Grande Região do Teatro, que é, a dos Amadores das Associações, sobretudo, se atendermos à importância que o Movimento Associativo tem na sociedade, através das suas actividades.
Daí, que devemos, TODOS E CADA UM, com a dignidade que o Teatro nos merece, ser em cada ensaio, em cada espectáculo, todos os dias, um artista em dia de festa, relançando o significado que tem o “nosso” Teatro, mesmo muito antes de se falar na “reforma artística”, e por isso, ser prioritário, saber o que significa, a RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.

A criatividade, o espírito de sacrifício, a solidariedade, quando aliados a uma saudável aprendizagem associativa, são verdadeiramente bases socioculturais importantes que o Teatro coloca à disposição da sociedade, substituindo em grande medida o “papel principal” dos governantes.

Então, chegados a este conhecimento, sabemos que, com a nossa “mão de obra barata” colocamos à disposição da grande maioria da população, o nosso trabalho técnico/artístico, e que prestamos um serviço sociocultural à sociedade.

Companheiros
Não é pelo facto de sermos compulsivamente AMANTES apaixonados do TEATRO, que a nossa paixão é CEGA. Hoje, cada vez menos interessa “vestir a camisola”, e cada vez mais é necessário, saber suar a camisola do “nosso” Teatro.
Todos sabemos, e muito bem, o que temos feito, mas, o que muitos não sabem, é o significado da RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.

A tarefa não é fácil, pois infelizmente ainda há muito boa gente que julga que o Teatro, nas Associações, é uma actividade de recreio, ou de lazer, e pior, é quando pensam que pelo facto de ser AMADOR, é desculpa!
E mais, não se importam nada de ouvirem dizer: “Para amadores não está mal”!
E até considerem um elogio.
É urgente dizer, a quem assim pensa, o que significa a RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.

Companheiros
Não é minha intenção” meter o nariz no pó do palco dos outros”, mas é meu entendimento que é prioritário alterar esta forma de estar e pensar o Teatro de Amadores.

Todos nós recebemos muitas manifestações de apreço, de Organismos, Instituições e Personalidades, que nos dizem que estamos no caminho certo, e que o serviço que prestamos e colocamos à disposição da população, é uma Mais Valia Sociocultural, Associativa e Artística, mas, apesar de todos estes incentivos, temos que, peça a peça, ano após ano, melhorar o nosso trabalho, para que não considerem os nosso pedidos de apoio, uma exigência, mas sim uma pretensão que nos assiste, quando queremos melhorar as condições do nosso trabalho e servir com mais qualidade as populações.

Também sabemos e temos disso consciência, que a pretensão que temos para com o “nosso” Teatro, só é possível com o apoio indispensável de parceiros interessados no crescer cultural da nossa terra.

E quando digo “crescer”, refiro-me particularmente ao crescimento cultural das crianças, dos jovens, e por que não, dos adultos.
E assim, será muito mais possível acreditar num futuro melhor.

Num futuro, onde hajam mulheres e homens com motivação para investirem, não só no seu crescimento social, e na sua qualidade de vida cultural, mas também, contribuir para o desenvolvimento do local onde estão inseridos.
Mas para isso, não chegam só as boas vontades, o voluntariado, ou até, ter gente com mais ou menos capacidades técnicas artísticas, pois sabemos, que cada vez mais, a tecnologia é indispensável nos meios de produção.
Hoje, mais do que nunca, a utilização de meios técnicos, faz parte da formação e do trabalho de cada um. Hoje, a qualidade de vida, tem que passar pela utilização das novas tecnologias.

Cabe, por isso, aos agentes culturais, aos patrocinadores, às Juntas de Freguesia, às Autarquias, (já que o Governo Central não aceite pedidos de apoios dos Amadores de Teatro) um maior esforço nos apoios, e na contribuição para o crescimento do Teatro de Amadores.

Enquanto isso não for possível, com mais ou menos dificuldades, continuaremos, como até aqui, com as “portas abertas”, com a “mão de obra barata”, e a LEVAR O TEATRO À PORTA DOS FREGUESES.
Valha-nos, a muita paixão que sentimos pelo Teatro, valha-nos a muita preseverança que temos em querer melhorar a vida cultural do País Que Somos, que aliadas a alguns apoios públicos, e à solidariedade de personalidades e organismos que acreditam no trabalho dos Amadores de Teatro, vai sendo possível levar por diante esta maravilhosa tarefa artística e sociocultural , chamada TEATRO.
Valha-nos isso.
Mas, não nos devemos esquecer o quanto é importante saber o que é a RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO, porque o Teatro de Amadores das Associações, é de facto, e sem demagogias, uma Grande Escola de Humanização, para a Vida Social, Cultural e Associativa.

Viva o Teatro de Amadores das Associações.


Alfredo Correia
Actor/Encenador

domingo, março 11, 2007

27 de Março - DIA MUNDIAL DO TEATRO

NOTA PRÉVIA:
Pessoalmente estou surpreso: que razões subreptícias terão levado o ITT a convidar o Sultão? Independentemente de tudo, não se pode esquecer que se trata do ministro de um dos Emiratos, membro do Conselho Supremo e governador de Sharjah, no emirato de Dubai, um país onde a democracia não serve de modelo... interesses do petróleo?
Pessoalmente, não lerei esta «Mensagem» por entender que haveria muitas outras persoangens mais interessantes e mais representativas.
FERNANDO PEIXOTO


Mensagem Internacional
Foi durante meus primeiros anos de escola que eu me tornei fascinado pelo teatro, aquele mundo mágico que me cativou desde então.
Os inícios foram modestos, um encontro casual que eu só via como uma actividade extracurricular para enriquecer a mente e o espírito. Mas foi muito mais do que isso quando eu me tornei seriamente envolvido como escritor, actor e director de uma produção teatral. Recordo-me que foi uma peça política que irritou as autoridades daquela época. Foi tudo confiscado, e o teatro foi fechado diante dos meus próprios olhos. Mas o espírito do teatro não pode ser esmagado pelo peso das botas de soldados armados. Esse espírito procurou refúgio e determinado se alojou no mais profundo do meu ser, fiquei completamente ciente do vasto poder do teatro. Foi então que a verdadeira essência do teatro teve impacto em mim da maneira mais profunda, levando-me a estar absolutamente convencido do que o teatro pode fazer à vidas das nações, particularmente frente aqueles que não podem tolerar a oposição ou as diferenças de opinião.
O poder e o espírito do teatro se enraizaram profundamente na minha consciência ao longo dos anos na universidade do Cairo. Avidamente lia quase tudo o que foi escrito sobre teatro, e vi os diversos alcances do que era apresentado em palco. Esta consciência se aprofundou ainda mais nos anos subsequentes, enquanto eu tentava seguir os últimos progressos no mundo do teatro.
Em minhas leituras, sobre teatro, desde o tempos da Grécia antiga até à actualidade, eu tornei-me ciente da mágica interior que os muitos mundos do teatro têm o poder exercer. É desta forma que o teatro alcança as profundidades recônditas da alma, e abre os tesouros que se encontram escondidos nas profundidades do espírito humano. Isto fortaleceu minha já imperturbável fé no poder do teatro, no teatro como um instrumento do unificação através do qual o homem pode difundir o amor e paz. O poder do Teatro também permite que se abram novos canais de diálogo entre raças diferentes, etnias diferentes, cores diferentes e credos diferentes. Isto ensinou-me pessoalmente a aceitar os outros tal qual como são e me deu a convicção de que na bondade a humanidade se pode manter unida, e no mal a humanidade poderá ser unicamente dividida. De facto, a luta entre bem e o mal é intrínseca aos códigos do teatro. Finalmente, todavia, o senso comum prevalecerá e a natureza humana em seu todo se agrupará em si a tudo o que é bom, puro e virtuoso.
As guerras com que a humanidade tem sido afligida desde tempos ancestrais têm sempre sido causadas por instintos ruins que simplesmente não reconhecem a beleza. O teatro aprecia a beleza, e poderia argumentasse que nenhuma forma de arte é capaz de captar a beleza com maior fidelidade do que o teatro. O Teatro é um receptáculo que abrange todas as expressões de beleza, e aqueles que não valorizam a beleza não podem valorizar a vida.
Teatro é vida. Nunca houve uma época como a de agora em que é incumbindo a todos nós denunciar guerras fúteis e as diferenças doutrinais que frequentemente levantam as suas caraças, determinados por uma consciência vibrante de responsabilidade. Necessitamos de pôr fim às cenas da violência e matanças aleatórias. Estas cenas têm se tornado corriqueiras no mundo de hoje, somente agravadas por diferenças abismais entre a opulência perversa e abjecta pobreza, e por doenças como a “sida”que têm devastado muitas partes do globo e derrotado os melhores esforços de erradica-la. Estes males são, juntamente com outras formas de sofrimento da desertificação às secas, calamidades provocadas pela ausência de um diálogo genuíno que é o caminho seguro para sintonizar o nosso mundo num lugar mais feliz e melhor.
A gente de Teatro, é quase como se tivesse sido golpeada com uma tormenta, e oprimida pela poeira da dúvida e da suspeita que nos está envolvendo.
A visibilidade tornou-se quase totalmente eclipsada, e as nossas vozes estridentes e mal audíveis no clamor e divisão intentam em manter-nos aparte uns dos outros. De facto, se não fosse por nossa profundamente e enraizada convicção no diálogo manifestado excepcionalmente por formas de arte como o teatro, teríamos sido afugentados por uma tempestade que não deixa pedras por voltar para nos dividir. Nós devemos, consequentemente, enfrenta-los e desafiar aqueles que nunca se cansam de agitar as tempestades. Nós devemos enfrenta-los, não para os destruir, mas subir acima da atmosfera contaminada deixada no despertar de suas tempestades. Nós necessitamos reunir os nossos esforços e dedica-los a comunicar nossa mensagem e estabelecer laços de amizade com aqueles que chamam por irmandade entre nações e as gentes.
Nós somos meros mortais, mas o teatro é tão eterno como a própria vida.
Sultão Bin Mohammed Al Qasimi
Traduzido por: Francisco Luz
INTERNATIONAL THEATRE INSTITUTE (ITI)

Mensagem do Dia Mundial do Teatro* (Portugal)
Neste Dia Mundial do Teatro quero manifestar a minha admiração por todos aqueles que ao longo dos tempos dignificaram e fizeram desta arte e profissão um exemplo de vida, de manifestação artística e de mensagem política. Quem suportou a violência da censura de antes do 25 de Abril e recebeu a missão de comunicar e criar em liberdade, não pode ignorar a sua responsabilidade. A todos aqueles que neste momento são gente de teatro, uma palavra de amizade, de solidariedade e confiança num futuro que estamos a criar. Posso dizer que ser de teatro é ser maior, é ser diferente, é ser responsável. Vivemos numa época de preocupação com a guerra do Iraque, com a fome, com as desigualdades sociais, com a prostituição, o racismo e o flagelo da droga. Trabalhamos para um público que partilha das nossas preocupações. Tenho o maior orgulho nos meus colegas e nos meus amigos. O egoísmo de que nos acusam é resultado da paixão que temos pela nossa profissão. Um profissional vive, ri, sofre e ama profundamente o teatro.É estranho quando nos deparamos com situações que pensamos que sabemos resolver. Quanto mais sabemos, mais temos a noção de que ainda há muito para aprender. Aos mais novos, àqueles que por vezes terminam os seus cursos e depois ficam à espera de uma oportunidade, àqueles em quem eu acredito que serão o teatro do futuro, que serão os responsáveis por esta profissão maravilhosa, única. Garanto que vale a pena! O teatro não esquece aqueles que o amam e o servem sem se servirem dele. A vossa oportunidade chegará. Por último, uma palavra muito especial, um aplauso diferente para Isabel de Castro e Canto e Castro. Assim se faz o Teatro.
Carlos Avilez
*Para Portugal, escrita pelo encenador a convite da Sociedade Portuguesa de Autores

sexta-feira, janeiro 26, 2007

A PÁTRIA DAS CAMÉLIAS





COMPANHIA TEATRAL DE RAMALDE

da Associação 26 de Janeiro
apresenta
A Pátria das Camélias
segundo o "Porto Profundo"
adaptação teatral e encenação de ALFREDO CORREIA
a partir de textos de Helder Pacheco
LEVA O TEATRO À PORTA DOS FREGUESES-
MARÇO - Dia 17 – ASS.MORADORES ANTÓNIO GIL - PORTO
24 – FESTIVAL DE TEATRO DA AURORA DA LIBERDADE-MATOSINHOS
31 - COOPERATIVA DE RAMALDE—PORTO
ABRIL---Dia 14 – MARCO DE CANAVEZES
28 – PAROQUIAL DE OLIVEIRA DO DOURO
MAIO---DIA 5 – FESTIVAL TEATRO LOUROCOOPE-LOUROSA
12 – FESTIVAL DE TEATRO DA ESCOLA DRAMÁTICA DE VALBOM – GONDOMAR
19 – CLUBE DOS FENIANOS PORTUENSES
JUNHO DIA 2 - “FESTARTE”- FLOR DE INFESTA- S.MAMEDE-MATOSINHOS

N.B. Os fregueses interessados queiram contactar atempadamente a Companhia Teatral de Ramalde da Associação 26 de Janeiro - Rua de Requezende, 194 – 4250-397 PORTO - Tel – 228 317 941(à noite)

sexta-feira, dezembro 15, 2006

O DITADOR MORREU IMPUNE !!!!!!!!!!!!!!



No gritaré viva la muerte

… "Estáis esperando mis palabras. Me conocéis bien, y sabéis que soy incapaz de permanecer en silencio. A veces, quedarse callado equivale a mentir, porque el silencio puede ser interpretado como aquiescencia.”


“Pero ahora acabo de oír el necrófilo e insensato grito "¡Viva la muerte!" y yo, que he pasado mi vida componiendo paradojas que excitaban la ira de algunos que no las comprendían he de deciros, como experto en la materia, que esta ridícula paradoja me parece repelente. El general Millán-Astray es un inválido. No es preciso que digamos esto con un tono más bajo. Es un inválido de guerra. También lo fue Cervantes. Pero desgraciadamente en España hay actualmente demasiados mutilados”
M. de Unamuno

No gritaré viva la muerte como los fascistas españoles.
Pasaban pocas horas de la muerte de Pinochet, y las llamadas caían en mi teléfono, del Jornal de Noticias de Oporto me piden por vía radio que comente. No sé si mis palabras fueron las justas, dije lo que tenía que decir; lamento la muerte biológica de Pinochet porque ella se sobrepuso a la muerte política que él merecía. No querría prolongar su agonía física de 13 enfermedades que lo aquejaban, diabetes gota, senilidad, etc… la muerte no nos debe alegrar. Me apena la injusticia, una muerte que vino demasiado temprano para alguien que no la merecía, antes de pagar ante la justicia nacional e internacional por sus crímenes.

No me admiran las celebraciones en Santiago de Chile, también las vi y las recuerdo en España hace algunos años atrás. Las que se hicieron cuando murió Franco en la fecha de su óbito, pero pasado un año de su muerte apenas media docena de gatos viejos con una pata levantada en grotesco saludo fascista/falangista al sol débil de Madrid, recordando toscas figuras esperpénticas dignas de Valle Inclán, se acordaban del villano.
También recuerdo que en la tarde del 11 de Setiembre de 1973, cuando se anunció la muerte de Allende en la Moneda, las señoras y los señores de derecha, aquellos que siempre fueron tan democráticos, tan democráticos como para empuñar la bandera del golpe de estado, bebían en la calle frescas copas de champaña, ellos que días antes no tenían qué comer y que golpeaban con furia rock las ollas “vacías” de sus despensas.

Estaba preso cuando supe de la muerte de Neruda y recuerdo como esa noche fue diferente, apenas sus versos me retiraban de la celda…” puedo escribir los versos mas tristes esta noche, la noche está estrellada y tiritan azules los astros a lo lejos
La poesía me salvó, como me salvó el teatro, y pasadas tantas y tantas peripecias, el joven que era yo destinado a morir en ese septiembre chileno de 73 no murió, como no murieron sus ideas, ni su teatro, ni las ideas que él tenía del mundo; que éste seria un mundo mejor y que algún día todos los hombres volverían a ser hermanos…

El frío del norte de Europa no cambió mis ideas, ni cambió mi forma de pensar, a pesar de todo confió en la humanidad y sigo creyendo en el teatro y en la cultura como forma de avance para la sociedad y el hombre, por eso continuaré a luchar y continuaré a pedir que los crímenes no queden impunes… si España nos dio la lengua, y nos dio un Cervantes, y un Quevedo y un Lorca y toda una poesía magnifica que se prolongó en nuestros poetas nacionales , también nos dio un juez que contrariando los intereses políticos internacionales arrestó al dictador y lo sometió al juicio internacional del cual no pudo escapar durante un tiempo. En esos meses en que el general estuvo preso en Londres, el país fue más libre y fue más feliz y fue más Chile, una pequeña y pobre república de América del Sur que ostenta en su escudo nacional uno de los más orgullosos y más severos lemas latinoamericanos ; “Por la Razón o la Fuerza”… la fuerza se impuso sobre la razón durante el golpe militar, pero los militares nunca pensaron que la razón de Allende, su alta figura de hombre de estado habría de abrir nuevamente las alamedas de Santiago, las alamedas abiertas por la razón y la justicia que poco a poco rescatarán el Chile perdido durante los años de la dictadura, el verdadero, Chile democrático.
Cito aun a Unamuno
: "Éste es el templo de la inteligencia, y yo soy su sumo sacerdote. Estáis profanando su sagrado recinto. Venceréis, porque tenéis sobrada fuerza bruta. Pero no convenceréis. Para convencer hay que persuadir, y para persuadir necesitaréis algo que os falta…

Roberto Merino Mercado
Diciembre de 2006/oporto

segunda-feira, dezembro 11, 2006

CURSO DE TEATRO DA ESAP na VÍCIO DAS LETRAS



Sábado, 16 Dezembro às 21h30
A Vício das Letras e os alunos do Curso Superior de Teatro da ESAP – Escola
Superior Artística do Porto, convidam para:

TEATRO
A mui cruel história de Píramo e Tisbe

Com encenação de Roberto Merino, os alunos da ESAP representarão um excerto da obra Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare.
De seguida, o Professor Fernando Peixoto apresentará o seu livro “História do Teatro Europeu”, das edições Sílabo.
A entrada é livre!
Local: Vício das Letras - Livraria
Rua Dr. José Correia de Sá, 59

4520-208 FEIRA
tel.:256 364 627
http://todomundoeumpalco.blogspot.com

Circulo da Justiça em Alijó


O 3º ano do curso superior de Teatro continua a apresentanção do espectáculo "O Circulo da Justiça" por terras transmontanas, mais concretamente na simpática vila de Alijó. Encenação de Roberto Merino e com base em textos de Brecht e Shakespeare.
O espectáculo será apresentado pelas 21:30 de sexta feira dia 15 de Dezembro.

terça-feira, novembro 21, 2006

CEM ANOS SEM UMA VALSA

Um novo romance queirosiano de MANUEL CÓRREGO

«Sempre me fascinou a vida das personagens. Muitas ficaram aquém do que eu esperava delas, algumas foram além do papel que lhes destinara, todas me emendaram a mão num ou noutro ponto. Foi assim com Genoveva – o meu maior combate como criador. Quis transplantá-la e não o consegui. Quis esquecê-la e não mo permitiu. Quis destruí-la e opôs-se ao que seria a maior fraqueza da minha vida.Distanciava-se. Alongecia. Mas não posso esquecer a manhã penugenta em que se pôs diante de mim: – Achei! Você será a mais profunda e humana figura de mulher que consegui criar até hoje! Prometeu-me uma valsa sob os lustres e eu pedi-lhe me desse um grande amor. Não desisto! Sei que a minha vez há-de chegar. Esperarei nem que seja cem anos. Cem anos sem uma valsa! Quero estar presente quando dele se disser: "Eça de Queirós é uma compensação à decadência de Portugal."»
Manuel Córrego é natural da Vila de Cucujães, aí desenvolveu o gosto pelo Teatro. Fez parte do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra. Colaborou na fundação do Teatro Experimental de Malange, assim como no Núcleo Amador de Teatro de S. João da Madeira. Nesta cidade, onde reside, tem-se dedicado à encenação e à criação dramática e é actualmente director do Semanário "O Regional". No campo do teatro foi distinguido com os seguintes prémios: Grande Prérnio de Teatro Inatel, 1991; Prémio Eça de Queirós, 1992; Grande Prémio do Teatro Inatel, 1998 e 2003. Em 1998, o Prémio Ler / CÍrculo de Leitores foi atribuído ao seu romance "
Campo de Feno com Papoilas". Tem ainda publicado na Campo das Letras "Diz-me a Quem Amar e Serei Salvo" (contos, 2001) e "Nem Putas Nem Ladrões" (teatro, 2003).

sábado, novembro 18, 2006

PRÉMIO PARA MANUEL CÓRREGO



Grande Prémio de Teatro distingue Director de "O Regional"

Manuel Córrego (nome literário do director de "O Regional", de S. João da Madeira) está em destaque neste final de ano.
Em 6 de Novembro, foi anunciado que o Grande Prémio de Teatro Inatel distinguiu a sua peça A Rainha e o Cardeal, terceiro volume da tetralogia sobre a época dos descobrimentos, decadência e restauração.
No dia 18 de Novembro, no âmbito do Festival de Teatro de Lyon, será levada à cena a peça "À Distância de um Lenço".
No dia 2 de Dezembro, no Teatro da Trindade, em Lisboa, será lançado o livro A Rainha e o Cardeal.
No dia 15 de Dezembro, nesta cidade, terá lugar a sessão de lançamento do seu novo romance Cem Anos sem uma Valsa.
OUTRAS OBRAS TEATRAIS DE MANUEL CÓRREGO
O Tinteiro de Ferro
O Testamento do Rei D. João Segundo
Nem putas nem ladrões
Um Desenho na Face
Anailde
EQ Trilogia Queirosiana
Um Nó na Cauda
Chuva de Verão
O Casamento de D. Manuel I
Um Milhão de Perguntas
A Revolução em Directo
Um Nó na Cauda
Chuva de Verão
Um Gira Discos na Floresta
O General e o ditador
Sobre um tema de Rachmaninov

quinta-feira, novembro 16, 2006

kleine Koketterie mit dem Freudjahr


CONVITE
A galeria Delmino Pereira ( Rua Pádua Correia 396- Vila Nova de Gaia)
convida V. Exª para inaguração em 17 de novembro de 2006 pelas 21.30 hora
para a exposição de pintura de
Antonio Alves e Maria Candeias


Textos de Emanuel Klute e Sigmung Froiid (Roberto Merino) para a figura
augusta de Antonn Froiid (Irmão gaiense de Sigmund)

Sueño de Anton(io) Freud narrado por su Hermano Sigmund:

Paisaje blanco…al principio todas las telas son blancas
En el paisaje surge la sombra de la esfinge ( o debería decir esfínter ¿)
A la esfinge le gusta hablar y hacer preguntas, a mi hermano le gusta callar y no responde a enigmas

Quién eres tú ¿
(pregunta habitual)

(silencio)

No quieres hablar ¿

(silencio)

Tengo un enigma muy antiguo… (alcanza a gritar la esfinge, mientras mi hermano desaparece entrando en Tebas)

Qué hermosa ciudad ¡ (comenta Anton(io) mientras recorre las calles)

“Aquí no hay Teatros Municipales ¡” ( le dice un transeúnte al paso)

“El Teatro está prohibido ¡” ( le dice otro)

Aquí podré soñar sin sobresaltos (piensa Anton(io))… aquí mis sueños no serán pesadillas ¡

Paisaje blanco… también este sueño termina blanco


RMerinoM

Porto Nov de 2006/ Año Freud ¿

segunda-feira, novembro 06, 2006

Site TFA

o
TEATRO DE FORMAS ANIMADAS
já tem site visitem em
Vejam também o blog

AMASPORTO

12º AMASPORTO
FESTIVAL DE TEATRO ASSOCIATIVO
de 4 de Novembro de 2006 a 27 de Janeiro de 2007
calendário da programação
Todos os espectáculos às 21,45HORAS, no auditório da Companhia Teatral de Ramalde
Rua de Requesende, 194
9 ESPECTÁCULOS – 125 PARTICIPANTES

04 de Novembro - Teatro Fonseca Moreira - Felgueiras
“MULHER SEM PECADO”

18 de Novembro - SENTIDOS - Grupo de Teatro – Porto
“Quem somos: um grão de areia no sapato?”
_______________________________________________________________________________
25 de Novembro - ARAUTOS -Grupo D’arte e Cultura - Esmoriz
”AS JÓIAS DE SANGUE”

02 de Dezembro - TEAGUS - Teatro Amador de Gulpilhares
“AS MULHERES DE ATENAS”

16 de Dezembro - Escola Dramática e Musical Valboense
“DESPERTA E CANTA “

06 de Janeiro - CORIFEU - Grupo Teatro de Vila do Conde
“A RUA”

13 de Janeiro - CORIFEU - Grupo de Teatro de Vila do Conde
”CARTA A UMA FILHA”

20 de Janeiro - A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos
“FARSA DE INÊS PEREIRA”

27 de Janeiro - Companhia Teatral de Ramalde - Porto
“ A PÁTRIA DAS CAMÉLIAS”-segundo O Porto Profundo
(excepcionalmente, a estreia ocorrerá no Auditório da Paróquia da Freguesia de Ramalde)
Encerramento
28 de Janeiro -16 horas- Atribuição dos “PRÉMIO TALMA”
Entrega das Placas Associativas aos Grupos Participantes
Participação de um Grupo Musical “Canção de Coimbra”
No Auditório da Paróquia da Freguesia
APOIO DA JUNTA DE FREGUESIA DE RAMALDE

Aceite o nosso convite para assistir a qualquer dos espectáculos do AMASPORTO

quinta-feira, novembro 02, 2006

3º ano de Teatro da ESAP participa em 13º Encontro de Teatro em Paços de Brandão

No passado dia 20 de Outubro, o 3º ano do curso de teatro da esap, participou no 13º encontro de teatro de paços de Brandão com a peça "O Circulo da Justiça". A peça foi muito bem acolhida pela população e vem mais uma vez mostrar a riqueza do teatro de Brecht muito bem interpretada pelos alunos do 3º ano. A todos eles parabéns pelo desempenho.















HISTÓRIA DO TEATRO EUROPEU NO RIVOLI


CONVITE
As Edições Sílabo e a Livraria POETRIA, convidam todos os interessados a assistirem ao lançamento, no Porto, da
História do Teatro Europeu
de Fernando Peixoto.
O evento ocorrerá no RIVOLI, pelas 18,45 horas do dia 8 de Novembro (Quarta-Feira) e contará com a presença do Dr. Júlio Couto (que apresentará a obra) e do Prof. Roberto Merino (que traçará o perfil do autor). Os alunos da Escola Superior Artística do Porto irão ainda apresentar um excerto de Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare, intitulado A mui cruel história de Píramo e Tisbe.

A OBRA

Escrita num estilo cativante, e prefaciada pelo encenador Roberto Merino, a obra aborda todas as épocas e estilos do fenómeno teatral, dando a conhecer ao leitor universos tão fantásticos como os da tragédia grega, os dos autos vicentinos ou os do criador de Romeu e Julieta. Dedicando um capítulo ao séc. XX em Portugal, História do Teatro Europeu, que é também uma história sociológica e política da humanidade, é uma obra de grande actualidade e rigor que poderá ser consultada com vantagens pelos profissionais e estudiosos do teatro e que agradará também aos leitores que pretendam conhecer melhor o maravilhoso mundo do palco e pretendam viajar pelos caminhos do tempo, observando as mulheres e os homens que, num continuum imparável, foram construindo a própria história.

Já se ouvem as pancadinhas...
Que se abram as páginas.