Eis um espaço de partilha para gente que se interessa por teatro e outras artes. Podemos e devemos partilhar: fotos, reflexões, críticas, notícias diversas, ou actividades. Inclui endereços para downloads. O Importante é que cada um venha até aqui dar o seu contributo. Colabore enviando o seu texto ou imagem para todomundoeumpalco@gmail.com

terça-feira, novembro 21, 2006

CEM ANOS SEM UMA VALSA

Um novo romance queirosiano de MANUEL CÓRREGO

«Sempre me fascinou a vida das personagens. Muitas ficaram aquém do que eu esperava delas, algumas foram além do papel que lhes destinara, todas me emendaram a mão num ou noutro ponto. Foi assim com Genoveva – o meu maior combate como criador. Quis transplantá-la e não o consegui. Quis esquecê-la e não mo permitiu. Quis destruí-la e opôs-se ao que seria a maior fraqueza da minha vida.Distanciava-se. Alongecia. Mas não posso esquecer a manhã penugenta em que se pôs diante de mim: – Achei! Você será a mais profunda e humana figura de mulher que consegui criar até hoje! Prometeu-me uma valsa sob os lustres e eu pedi-lhe me desse um grande amor. Não desisto! Sei que a minha vez há-de chegar. Esperarei nem que seja cem anos. Cem anos sem uma valsa! Quero estar presente quando dele se disser: "Eça de Queirós é uma compensação à decadência de Portugal."»
Manuel Córrego é natural da Vila de Cucujães, aí desenvolveu o gosto pelo Teatro. Fez parte do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra. Colaborou na fundação do Teatro Experimental de Malange, assim como no Núcleo Amador de Teatro de S. João da Madeira. Nesta cidade, onde reside, tem-se dedicado à encenação e à criação dramática e é actualmente director do Semanário "O Regional". No campo do teatro foi distinguido com os seguintes prémios: Grande Prérnio de Teatro Inatel, 1991; Prémio Eça de Queirós, 1992; Grande Prémio do Teatro Inatel, 1998 e 2003. Em 1998, o Prémio Ler / CÍrculo de Leitores foi atribuído ao seu romance "
Campo de Feno com Papoilas". Tem ainda publicado na Campo das Letras "Diz-me a Quem Amar e Serei Salvo" (contos, 2001) e "Nem Putas Nem Ladrões" (teatro, 2003).

sábado, novembro 18, 2006

PRÉMIO PARA MANUEL CÓRREGO



Grande Prémio de Teatro distingue Director de "O Regional"

Manuel Córrego (nome literário do director de "O Regional", de S. João da Madeira) está em destaque neste final de ano.
Em 6 de Novembro, foi anunciado que o Grande Prémio de Teatro Inatel distinguiu a sua peça A Rainha e o Cardeal, terceiro volume da tetralogia sobre a época dos descobrimentos, decadência e restauração.
No dia 18 de Novembro, no âmbito do Festival de Teatro de Lyon, será levada à cena a peça "À Distância de um Lenço".
No dia 2 de Dezembro, no Teatro da Trindade, em Lisboa, será lançado o livro A Rainha e o Cardeal.
No dia 15 de Dezembro, nesta cidade, terá lugar a sessão de lançamento do seu novo romance Cem Anos sem uma Valsa.
OUTRAS OBRAS TEATRAIS DE MANUEL CÓRREGO
O Tinteiro de Ferro
O Testamento do Rei D. João Segundo
Nem putas nem ladrões
Um Desenho na Face
Anailde
EQ Trilogia Queirosiana
Um Nó na Cauda
Chuva de Verão
O Casamento de D. Manuel I
Um Milhão de Perguntas
A Revolução em Directo
Um Nó na Cauda
Chuva de Verão
Um Gira Discos na Floresta
O General e o ditador
Sobre um tema de Rachmaninov

quinta-feira, novembro 16, 2006

kleine Koketterie mit dem Freudjahr


CONVITE
A galeria Delmino Pereira ( Rua Pádua Correia 396- Vila Nova de Gaia)
convida V. Exª para inaguração em 17 de novembro de 2006 pelas 21.30 hora
para a exposição de pintura de
Antonio Alves e Maria Candeias


Textos de Emanuel Klute e Sigmung Froiid (Roberto Merino) para a figura
augusta de Antonn Froiid (Irmão gaiense de Sigmund)

Sueño de Anton(io) Freud narrado por su Hermano Sigmund:

Paisaje blanco…al principio todas las telas son blancas
En el paisaje surge la sombra de la esfinge ( o debería decir esfínter ¿)
A la esfinge le gusta hablar y hacer preguntas, a mi hermano le gusta callar y no responde a enigmas

Quién eres tú ¿
(pregunta habitual)

(silencio)

No quieres hablar ¿

(silencio)

Tengo un enigma muy antiguo… (alcanza a gritar la esfinge, mientras mi hermano desaparece entrando en Tebas)

Qué hermosa ciudad ¡ (comenta Anton(io) mientras recorre las calles)

“Aquí no hay Teatros Municipales ¡” ( le dice un transeúnte al paso)

“El Teatro está prohibido ¡” ( le dice otro)

Aquí podré soñar sin sobresaltos (piensa Anton(io))… aquí mis sueños no serán pesadillas ¡

Paisaje blanco… también este sueño termina blanco


RMerinoM

Porto Nov de 2006/ Año Freud ¿

segunda-feira, novembro 06, 2006

Site TFA

o
TEATRO DE FORMAS ANIMADAS
já tem site visitem em
Vejam também o blog

AMASPORTO

12º AMASPORTO
FESTIVAL DE TEATRO ASSOCIATIVO
de 4 de Novembro de 2006 a 27 de Janeiro de 2007
calendário da programação
Todos os espectáculos às 21,45HORAS, no auditório da Companhia Teatral de Ramalde
Rua de Requesende, 194
9 ESPECTÁCULOS – 125 PARTICIPANTES

04 de Novembro - Teatro Fonseca Moreira - Felgueiras
“MULHER SEM PECADO”

18 de Novembro - SENTIDOS - Grupo de Teatro – Porto
“Quem somos: um grão de areia no sapato?”
_______________________________________________________________________________
25 de Novembro - ARAUTOS -Grupo D’arte e Cultura - Esmoriz
”AS JÓIAS DE SANGUE”

02 de Dezembro - TEAGUS - Teatro Amador de Gulpilhares
“AS MULHERES DE ATENAS”

16 de Dezembro - Escola Dramática e Musical Valboense
“DESPERTA E CANTA “

06 de Janeiro - CORIFEU - Grupo Teatro de Vila do Conde
“A RUA”

13 de Janeiro - CORIFEU - Grupo de Teatro de Vila do Conde
”CARTA A UMA FILHA”

20 de Janeiro - A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos
“FARSA DE INÊS PEREIRA”

27 de Janeiro - Companhia Teatral de Ramalde - Porto
“ A PÁTRIA DAS CAMÉLIAS”-segundo O Porto Profundo
(excepcionalmente, a estreia ocorrerá no Auditório da Paróquia da Freguesia de Ramalde)
Encerramento
28 de Janeiro -16 horas- Atribuição dos “PRÉMIO TALMA”
Entrega das Placas Associativas aos Grupos Participantes
Participação de um Grupo Musical “Canção de Coimbra”
No Auditório da Paróquia da Freguesia
APOIO DA JUNTA DE FREGUESIA DE RAMALDE

Aceite o nosso convite para assistir a qualquer dos espectáculos do AMASPORTO

quinta-feira, novembro 02, 2006

3º ano de Teatro da ESAP participa em 13º Encontro de Teatro em Paços de Brandão

No passado dia 20 de Outubro, o 3º ano do curso de teatro da esap, participou no 13º encontro de teatro de paços de Brandão com a peça "O Circulo da Justiça". A peça foi muito bem acolhida pela população e vem mais uma vez mostrar a riqueza do teatro de Brecht muito bem interpretada pelos alunos do 3º ano. A todos eles parabéns pelo desempenho.















HISTÓRIA DO TEATRO EUROPEU NO RIVOLI


CONVITE
As Edições Sílabo e a Livraria POETRIA, convidam todos os interessados a assistirem ao lançamento, no Porto, da
História do Teatro Europeu
de Fernando Peixoto.
O evento ocorrerá no RIVOLI, pelas 18,45 horas do dia 8 de Novembro (Quarta-Feira) e contará com a presença do Dr. Júlio Couto (que apresentará a obra) e do Prof. Roberto Merino (que traçará o perfil do autor). Os alunos da Escola Superior Artística do Porto irão ainda apresentar um excerto de Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare, intitulado A mui cruel história de Píramo e Tisbe.

A OBRA

Escrita num estilo cativante, e prefaciada pelo encenador Roberto Merino, a obra aborda todas as épocas e estilos do fenómeno teatral, dando a conhecer ao leitor universos tão fantásticos como os da tragédia grega, os dos autos vicentinos ou os do criador de Romeu e Julieta. Dedicando um capítulo ao séc. XX em Portugal, História do Teatro Europeu, que é também uma história sociológica e política da humanidade, é uma obra de grande actualidade e rigor que poderá ser consultada com vantagens pelos profissionais e estudiosos do teatro e que agradará também aos leitores que pretendam conhecer melhor o maravilhoso mundo do palco e pretendam viajar pelos caminhos do tempo, observando as mulheres e os homens que, num continuum imparável, foram construindo a própria história.

Já se ouvem as pancadinhas...
Que se abram as páginas.

quarta-feira, outubro 18, 2006

PROTESTO NO RIVOLI


Este blog e o seu administrador estão inteiramente solidários com os ocupantes do Teatro Rivoli.
Só razões de saúde impediram que tivéssemos já manifestado aqui a nossa opinião. Mas o blog não é de uma pessoa e lamenta-se que nenhum dos interessados neste blog nos tenha feito chegar a sua opinião. Pelo facto de muitos de nós cruzarmos os braços ante a prepotência que se abate diariamente sobre a cultura, sobre os trabalhadores, sobre os pensionistas e sobre a generalidade dos mais desprotegidos deste país, é que Portugal continua a ser o CU da Europa. Mas Goebels e seus sequazes não sairão vencedores.
Um abraço fraterno aos companheiros do Rivoli e à Regina Guimarães, mas também a todos quantos lutam neste país pela manutenção da sua dignidade e dos seus legítimos direitos.
Fernando Peixoto

quinta-feira, outubro 12, 2006

ESAP - CURSO SUPERIOR DE TEATRO 2006-2007

Conteúdos das disciplinas de
HISTÓRIA DO TEATRO

1º Ano- 1º Ciclo - HISTÓRIA DO TEATRO - I

A PRÉ-HISTÓRIA DO TEATRO
A «infância» da comunicação
«Teatro» ou «Expressão Dramática»?
O ritual e a magia reforçam a solidariedade comunitária
O TEATRO NA ANTIGUIDADE
Os primórdios do teatro: do mimo à máscara e à dança
Um mito: os deuses necessitam do teatro
Manifestações parateatrais nas civilizações da Antiguidade
A literatura na Mesopotâmia
Egipto e o teatro litúrgico
Os «enigmas» de Creta

Palestina
O TEATRO GREGO
A dança popular em louvor ao deus
O ditirambo
O drama satírico é herdeiro do ditirambo
Ésquilo (525-456 a.C.), o primeiro dos grandes tragediógrafos
Sófocles (497-405 a.C.) um dignitário da polis
O «misógino da caverna»: Eurípides (485-406 a.C.)
A «morte» da tragédia grega
Os «primeiros passos» da Comédia
Aristófanes (445-380 a.C.)
As transformações da época helenística
Menandro (c. 342-292 a.C.)
O TEATRO ROMANO
As origens
Plauto (c.250 a.C. – 184 a.C.)
Terêncio (c.190 – c.159 a.C.)
Séneca (c. 4 ou 2 a.C. – 65 d.C.) e a tragédia «estóica»
O TEATRO MEDIEVAL
O cristianismo e o Teatro
A difícil coexistência entre o sagrado e o profano
O TEATRO RENASCENTISTA NA EUROPA
O Humanismo renascentista
O Renascimento no Teatro


3.º Ano - 1º Ciclo - HISTÓRIA DO TEATRO - III

DO ROMANTISMO AO NATURALISMO
Caminhos de inovação no teatro europeu

O teatro em Espanha anterior à «geração de 98»
UM TEATRO «JÁ» CONTEMPORÂNEO
Nota prévia à abordagem do teatro no século XX
Da dramaturgia à encenação
Novas propostas dramáticas
Correntes da modernidade
Brecht e a renovação do teatro
A obra e a doutrina de Brecht
O teatro de língua inglesa
A renovação do teatro em França
Caminhos de renovação no teatro italiano
A Espanha da «geração de 98» à «geração de 27»
O teatro na Rússia


1.º Ano - 2º Ciclo - HISTÓRIA DO TEATRO PORTUGUÊS

O TEATRO MEDIEVAL
O cristianismo e o Teatro

A difícil coexistência entre o sagrado e o profano
O caso português
Gil Vicente (c. de 1465-1536)

A «natividade» do Teatro Vicentino
Transição da Idade Média para o Renascimento
Uma obra vasta e diversificada
Breves observações sobre algumas obras
A «herança vicentina»
Os seus sucessores

O Portugal de Quinhentos
O teatro clássico em Portugal
O teatro camoniano
A importância dos clássicos no teatro religioso e da expansão
A contracorrente do teatro em língua portuguesa
O TEATRO RENASCENTISTA NA EUROPA
O Humanismo renascentista
O Renascimento no Teatro
DO BARROCO AO NEOCLASSICISMO
Uma época de grandes transformações
O Barroco nas artes
O Barroco na literatura
A heterogeneidade teatral portuguesa do século XVIII

António José da Silva «o Judeu» (1705-1739)
A ópera em Portugal
O teatro dos árcades – a Arcádia Lusitana
A Nova Arcádia
Um teatro de transição para uma época de mudança
PORTUGAL NO SÉCULO XIX
GARRETT e a «refundação» do Teatro Nacional

Almeida Garrett (1799-1854) – Vida e obra
O teatro de Garrett
Frei Luís de Sousa
O equívoco do romantismo teatral
A História como fonte do drama
O drama de actualidade ou dito «social»
As mutações finisseculares
Dos finais do século XIX às novas propostas teatrais na abertura do século XX
UM TEATRO «JÁ» CONTEMPORÂNEO
Nota prévia à abordagem do teatro no século XX
Da dramaturgia à encenação
Novas propostas dramáticas
Correntes da modernidade
O SÉCULO XX EM PORTUGAL
Do Simbolismo ao Saudosismo
O «clima» do teatro no Estado Novo
Breve excurso pela dramaturgia anterior a 1974

A singularidade de Raul Brandão (1867-1930)
O «academismo» de Júlio Dantas
Vasco de Mendonça Alves
A crítica corrosiva de Vitoriano Braga (1888-1940)
A integridade de Alfredo Cortez
A quantidade e a qualidade em Ramada Curto
O teatro humanista de Carlos Selvagem
Os caminhos da renovação: Almada Negreiros
João Pedro de Andrade (1902-1974)
A tensão dramática de José Régio (1901-1969)
O realismo de Joaquim Paço D'Arcos (1908-1979)
Costa Ferreira: a coerência do actor e do dramaturgo
O teatro nas suas diversas vertentes:
o caso exemplar de Luiz Francisco Rebello
A dramaturgia coerente de Bernardo Santareno
Romeu Correia, da tradição ao modernismo
Outros autores e outras obras
BREVES PALAVRAS FINAIS: O Teatro pós 25 de Abril


BIBLIOGRAFIA GERAL
PEIXOTO, Fernando - História do Teatro no Mundo. In Encilopédia Didacta. Agualva-Cacém: F.G.P. Editores, 2005.
PEIXOTO, Fernando - História do Teatro Europeu. Lisboa: Edições Sílabo, 2006.
REBELLO, Luiz Francisco - História do Teatro Português. Lisboa: Publicações Europa-América.

domingo, setembro 24, 2006

CURSO SUPERIOR DE TEATRO NA ESAP



Curso Superior de Teatro
da ESAP
para os primeiros anos e para completar o ciclo de licenciatura
Se é possuidor de um bacharelato em Artes, Letras ou afins
e possui experiência em teatro como formador, pedagogo ou animador teatral, poderá completar um ciclo de estudos em
Estudos Teatrais
na ESAP - Escola Superior Artística do Porto, completando assim uma licenciatura em teatro!

ESAP
Largo S.Domingos 80
4050-545 Porto
Telefone 22 339 21 30 - Fax 22 339 21 39
Serviços Administrativos:
secretaria@esap.pt

http://www.esap.pt/

domingo, setembro 17, 2006

Fernando Peixoto lança HISTÓRIA DO TEATRO EUROPEU



A OBRA

O que é e como surgiu o teatro? Inspiração dos deuses? Obra dos homens? Triunfo do Inverno ou Sonho de Uma Noite de Verão? Mistério da vida ou sonho de loucos?
Sabe-se hoje que é a arte mais antiga da Humanidade, porque sendo a arte do diálogo, nasceu quando um Homem começou a comunicar com outro Homem, utilizando o corpo, o gesto, as palavras. Mas como evoluiu o Teatro? Sagrado ou Profano, Trágico ou Cómico, navegando na Barca de Caronte ou na Barca do Inferno, convocando anjos ou demónios, sempre o Teatro serviu os deuses e os homens, glorificando-os, mas também descobrindo-lhes e expondo-lhes os defeitos.
Ameaçado na Grécia e em Roma, silenciado nos primevos da Idade Média, arrastando-se em carroças itinerantes e mais tarde brilhando na luxúria dos salões aristocráticos, ciclicamente anunciado como moribundo, sempre se ergueu qual Fénix renascida.
Tomando os primeiros passos da Humanidade como ponto de partida, História do Teatro Europeu transporta o leitor numa fascinante viagem ao longo de milhares de anos, acompanhando a evolução de uma das mais sublimes criações do homem.


Escrita num estilo cativante, e prefaciada pelo encenador Roberto Merino, a obra aborda todas as épocas e estilos do fenómeno teatral, dando a conhecer ao leitor universos tão fantásticos como os da tragédia grega, os dos autos vicentinos ou os do criador de Romeu e Julieta. Dedicando um capítulo ao séc. XX em Portugal, História do Teatro Europeu, que é também uma história sociológica e política da humanidade, é uma obra de grande actualidade e rigor que poderá ser consultada com vantagens pelos profissionais e estudiosos do teatro e que agradará também aos leitores que pretendam conhecer melhor o maravilhoso mundo do palco e pretendam viajar pelos caminhos do tempo, observando as mulheres e os homens que, num continuum imparável, foram construindo a própria história.

Já se ouvem as pancadinhas...
Que se abram as páginas.
NOTA:
Depois de se ter esgotado, em menos de dois meses, a sua obra História do Teatro no Mundo, da Enciclopédia DIDACTA, Fernando Peixoto vê a Sílabo editar este seu longo estudo sobre o percurso do Teatro na Europa. Pela primeira vez há, em língua portuguesa, uma obra acessível para os estudantes de teatro.

sábado, julho 29, 2006

O Verdadeiro Oeste


Na sequência das Provas de Aptidão Profissional do Curso Profissional de Teatro do CONSERVATÓRIO-ESCOLA DAS ARTES- Engº Luiz Peter Clode, do Funchal-Madeira, foi-me dado presencear alguns espectáculos montados pelos alunos daquele estabelecimento de ensino.
Foi uma adorável surpresa constatar a qualidade do ensino que ali é praticado, mas mais gratificante foi ainda ter assistido aos espectáculos. Na imposibilidade de me pronunciar sobre todos eles, não posso deixar de destacar «O Verdadeiro Oeste» de Sam Shepard, uma notável encenação de José António Barros, finalista daquele Conservatório, que soube ler o verdadeiro espírito do autor e do clima que este pretendeu insuflar na peça.
Aos interessados, deixamos aqui o endereço do site especialmente criado para apoiar o espectáculo:
Estão de parabéns os alunos, mas também os professores daquela Escola Profissional, ao trazerem ao Teatro o contributo de novos valores.

domingo, julho 23, 2006

ENSAIO - estreia



ESAP apresenta,

27, 28 e 29 de Julho, 21h30
Rivoli Teatro Municipal / Pequeno Auditório
ENSAIO
de José Peixoto
pelo Curso Superior de Teatro da ESAP - Alunos finalistas

ENCENAÇÃO: Roberto Merino
DESENHO DE LUZ: Manuel Ângelo
CORPO DOCENTE LIGADO AO PROJECTO: Helena Guerreiro, João Henriques, Lígia Roque, Nuno Lucena.
INTÉRPRETES
Andreia Gomes
Diana Couto
Diana Morais
Sandra Ribeiro
(finalistas do Curso superior de Teatro da ESAP)

SINOPSE
«Durante uma hora e quarenta minutos, num quarto fechado, três actrizes debatem-se sobre a sua vida tomando como modelo as personagens centrais de uma das mais importantes peças do autor russo Anton Tchekhov: As três Irmãs.
O pano de fundo da obra serve de base para as actrizes, na actualidade, falarem das suas vidas, dos seus sonhos, das suas solidões e esperanças. O Teatro é a forma mais natural de comunicação entre elas.»

terça-feira, julho 04, 2006

TEATRO NO LARGO S. DOMINGOS


Os alunos do 2º ano do Curso de Teatro da ESAP vão apresentar a mostra de trabalhos da disciplina de expressão corporal, no dia 6 de julho, quinta-feira, pelas 12 horas, no largo de s.domingos. os trabalhos partem do tema o corpo e a arquitectura, consistindo em performances geradas no espaço público.
NÃO FALTES

domingo, julho 02, 2006

CURSOS DE TEATRO NA MADEIRA


O CONSERVATÓRIO-ESCOLA DAS ARTES- Engº Luiz Peter Clode
possui
CURSOS PROFISSIONAIS DE TEATRO
INSCRIÇÕES ABERTAS
ANO LECTIVO 2006 / 2007
C.P.TEATRO/INTERPRETAÇÃO
1ª Fase: até 15 Julho
Com Provas de Selecção:
19 e 20 Julho
2ª Fase: de 24 Julho a 5 Setembro
Provas de Selecção:
6 Setembro
ATELIER DE VERÃO – TEATRO À TUA MEDIDA
TEF COMPANHIA DE TEATRO
Data de realização: de 03/07/06 a 27/09/06 (às segundas e quartas feiras)
Objectivos:
- Sensibilizar as crianças para o teatro
- Dotá-las de conhecimentos necessários para esta área
Sede do Teatro Experimental do Funchal (Edifício Edmundo Bettencourt, Rua do Hospital Velho, 42 – entrada pelo parque do Edifício Freitas)
CONTACTOS PARA INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: tefteatro@sapo.pt - TEL: 291226747; FAX: 291233254 (SEDE DO TEF) – das 14H:30 às 18H:30.NOTA: Pode enviar a ficha de inscrição por correio electrónico.

quinta-feira, junho 15, 2006

comentário inconveniente


Dr. RosKoff:
Este texto, rosquofe, é verrinoso q.b.!
Quero mais, para poder entabular um estudo de psicologia comparada entre a patafísica e a psicose literária pimba.
Portugal sairá fortalecido com a evolução reflexiva das soturnas e mediáticas ligações entre o Arquitecto e o Imperador.
E o Tarot agradece.

terça-feira, junho 13, 2006

TEATRO


O Arquitecto e o Imperador da Assíria é uma peça de teatro do escritor espanhol Fernando Arrabal, autor do teatro e criador do movimento pânico, com o autor chileno Alejandro Jorodowsky. De passagem pela nossa cidade nestes últimos dias o Dr. Markos Rosskoff, conhecido Patafísico e amigo pessoal de Arrabal, lembrou alguns excertos deste texto… logicamente alterados patafisicamente no essencial do diálogo entre o Arquitecto e o Imperador

Arquitecto: (para o imperador) Gostas da nossa nova avenida?

O Imperador: (radiante) A nossa avenida e bela!

(ambos cantam em uníssono a canção A nossa avenida é bela)

Canção: (pode ser acompanhada com musica brechtiana)

“A nossa avenida é bela… é bela … é bela

É bela a nossa avenida… avenida … avenida

É nossa … é nossa … é nossa”

O Imperador: Não falta nenhuma pedra?

O Arquitecto: Não tudo está no seu sítio!

O Imperador: E a floresta?

O Arquitecto
: As árvores não deixam ver a floresta!

O Imperador: (canta só)

Canção (pode ser acompanhada pelo silencio, só pelo silencio)

“A nossa floresta é bela…
É bela a nossa floresta…
É nossa… é nossa”

O Arquitecto: E o espelho de aguas?

O Imperador: A fonte!

O Arquitecto: (sábio) Tantas vezes vai o cântaro à fonte que…

O Imperador: (pegando numa cadeira pressa à chão) E estas cadeiras que lembram o circo?

O Arquitecto: (sábio) Para ver a palhaçada!

O Imperador: (assinalando com o dedo a distancia) E aquelas árvores em macetas!

Arquitecto: (sábio e displicente) Miragens de Madrid ou do Prado!

O Imperador: (sardónico) E o cavalo gira ou não gira?

Arquitecto: (fod…) Claro que gira carago! Estou farto dessa conversa, isso deveria ter sido em 2001!

O Imperador
: Como assim?

Arquitecto: Vamos pólo numa base giratória e com uma ventoinha no rabo assim gira para um lado e para o outro!

(pausa dramática)


O Imperador: (pensativo) Ontem Tive um sonho…sonhei que era reeleito com maioria mais que absoluta!

O Arquitecto: (ri) Mas a sua excelência não precisa de maiorias, sois IMPERADOR!

O Imperador: (ri) é verdade, deve ter sido um pesadelo!

O Arquitecto: (pensativo) ontem tive um sonho… sonhava com uma cidade de pedra, toda ela de pedra, com avenidas de pedras, casas de pedra, árvores de pedra, rios de pedras, pássaros de pedras e fogo, fogo incendiando-se, de pedra…! Um sonho pós-moderno neolítico!

O Imperador: Que belo sonho!

O Arquitecto: (triste e pensativo) Mas acordei…!



(caem do céu pedras e árvores, que acabam por soterrar ambas figuras, no fim ainda se ouve a primeira canção “ A nossa avenida é bela”)

segunda-feira, maio 29, 2006

ESAP NO FITEI



ALUNOS DO CURSO SUPERIOR DE TEATRO DA ESAP NO FITEI

No próximo dia 30 de Maio, no Rivoli (3.º Piso), pelas 23 horas, os alunos do 3.º ano do Curso de Teatro apresentarão uma criação colectiva intitulada MESCLA. O espectáculo, com uma duração aproximada de 25 minutos, pretende propor uma reflexão sobre a vida e a morte. Isabel Barros e Patrícia Franco assumiram a supervisão, respectivamente, do movimento e da voz.

Também os alunos do 2.º ano, sob a direcção de Roberto Merino, apresentarão no átrio do Rivoli, em 2 de Junho, pelas 21,30 horas, o espectáculo de sombras denominado PANTOMIMA DE ARLEQUINO E COLOMBINA, retomando a tradição da Commedia dell'Arte.

O CÍRCULO DA JUSTIÇA














Foi com raro brilhantismo que os alunos do 2º ano do Curso de Teatro da ESAP estrearam, no passado Sábado, 27 de Maio, o espectáculo «O CÍRCULO DA JUSTIÇA», numa encenação do Prof. Roberto Merino, acompanhado na parte técnica (luz e som) por Manuel Ângelo Mota.
Apesar de constituir uma estreia, os alunos assumiram com rigor e grande empenhamento a interpretação de um espectáculo que não se afigurava fácil, quer pela exiguidade de meios ao dispor do grupo, quer pelo tempo escasso de que dispuseram.

Inspirado numa lenda oriental e em Bertolt Brecht, a peça manteve um ritmo bastante interessante e é sobretudo de salientar a forma como a encenação logrou respeitar a linguagem estética brechtiana.
Mais uma vez Robert