Todo o Mundo é um palco

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Domingo, Outubro 04, 2009

Homenagem a Fernando Peixoto


Caros Amigos,

No próximo dia 31.10, pelas 21.30h, no Auditório Municipal de Gaia, a Associação das Colectividades de Gaia vai homenagear o meu pai, evocando todo o seu percurso de vida.

Será um espectáculo com música, teatro e poesia com textos de sua autoria.
Para reservar o seu convite, envie urgentemente um email para helena_peixoto@sapo.pt, com o número de convites que pretende reservar.

Melhores cumprimentos,




Helena Peixoto

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Faleceu Morais e Castro





José Armando Tavares de Morais e Castro (Lisboa, 30 de Setembro de 1939 - Lisboa, 22 de Agosto de 2009) foi um dos grandes actores e encenadores portugueses.
Actor experimental do Grupo Cénico do Centro 25 da Mocidade Portuguesa, enquanto estudante liceal. Estreia-se profissionalmente no Teatro do Gerifalto, dirigido por António Manuel Couto Viana na peça A Ilha do Tesouro (1956).
Em 1958 estreia-se na televisão em O Rei Veado de Carlo Gozzi, realizado por Artur Ramos. Ainda no Teatro do Gerifalto, integrou o elenco de variadas peças, como O Fidalgo Aprendiz de Francisco Manuel de Melo ou Os Velhos Não Devem Namorar de Afonso Castellau.
Em 1960 trabalha junto de Laura Alves. Em 1961 estreia-se na encenação, dirigindo no Cénico de Direito, O Borrão de Augusto Sobral, premiado no Festival de Teatro de Lyon desse ano. Estreia-se no cinema, com Pássaros de Asas Cortadas de Artur Ramos (1962).
Integrou o Teatro Moderno de Lisboa, de 1961 a 1965, participando em O Tinteiro de Carlos Muñiz ou Humilhados e Ofendidos de Dostoievski onde obtém grande sucesso. Neste período contracenou com actores como Armando Cortez, Fernando Gusmão, Carmen Dolores ou Ruy de Carvalho.
Em 1968 é co-fundador do Grupo 4 no Teatro Aberto, juntamente com Irene Cruz e João Lourenço e aí representou autores como Peter Weiss, Bertolt Brecht, Max Frisch, Peter Handke ou Boris Vian. Aí encenou também É preciso continuar de Luiz Francisco Rebello.
Em 1985 em faz a comédia Pouco Barulho, com Nicolau Breyner, passsando depois pela Companhia Teatral do Chiado, onde ao lado de Mário Viegas participou em À Espera de Godot de Samuel Beckett. Em 2004 a sua interpretação em O Fazedor de Teatro de Thomas Bernard com Joaquim Benite na Companhia de Teatro de Almada valeu-lhe a Menção Honrosa da Crítica. Foi ainda presença regular em novelas e séries, durante a década de 80 e 90. Popularizou-se como professor na série As Lições do Tonecas (1996/1998).
Morais e Castro era licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa (1964), exercendo também a advocacia. Foi ainda dirigente do Partido Comunista Português.
Faleceu a 22 de Agosto de 2009 no IPO de Lisboa vítima de cancro.
O Todo o Mundo é um Palco aplaude-o de pé.

Sábado, Agosto 08, 2009

Para recordar...

Morreu Raul Solnado...

Raul Solnado morreu este sábado aos 79 anos.


O actor estava internado no hospital Santa Maria e esta manhã, pelas 10h50m, foi confirmado o óbito.


Segundo informou o hospital, Solnado sucumbiu na sequência da evolução de um quadro clínico cardio-vascular grave, depois de ter sido operado à carótida, à três dias.


Raul Augusto Almeida Solnado, nasceu a 19 de Outubro de 1929, foi humorista, apresentador de televisão e actor.


Até à sua morte foi director da Casa do Artista, sociedade de apoio aos artistas situada em Carnide, Lisboa, que fundou juntamente com Armando Cortez, entre outros.


Solnado começou a trabalhar em 1947 no teatro amador, na Guilherme Cossul - uma colectividade que nunca esqueceu.


Em 1952 estreou-se «profissionalmente» num show no Maxime e a partir daí não mais parou: opereta, revista, teatro clássico, cinema, televisão. Fazendo rir e pensar.


No palco destacou-se como actor de mil faces, mas foi com as gargalhadas que Raul Solnado se tornou uma figura mítica do espectáculo.


Um génio do humor que conseguiu pôr Portugal a rir de uma guerra sem sentido (com famosa rábula «a guerra de 1908»), numa altura em que a guerra colonial era um assunto tabu. Gargalhadas que venceram uma guerra e que fizeram de Raul Solnado um recordista de vendas discográficas com um disco que nem canções tinha.


O êxito dos monólogos «a guerra de 1908» e «a história da minha vida» foi de tal maneira que superou as vendas de Amália Rodrigues.


Oito anos mais tarde, em 1969, com Carlos Cruz e Fialho Gouveia apresentou na RTP um programa inovador que se tornou um marco na programação televisiva: o «Zip-Zip». Na década de 60 criou de raiz e dirigiu o teatro Villaret.


Raul Solnado assinou assim um tipo de humor nunca visto em Portugal, um humor que esgotou bilheteiras nas principais salas de espectáculo.




O nosso aplauso de pé e um até sempre a um dos maiores actores portugueses.



Quinta-feira, Julho 30, 2009

Até Sempre Amigo...


Manuel Angelo Mota, um amigo e homem de teatro, partiu na passada segunda-feira (27 de Julho). O funeral realiza-se amanhã pelas 10 horas no cemitério de Santa Marinha em Vila Nova de Gaia. Em Janeiro de 2002, na altura em que completava 60 anos, Fernando Peixoto dedicou-lhe este acróstico que hoje aqui deixamos como homenagem.
ACRÓSTICO AO
M anuel: é o teu nome uma memória,
A travessando os palcos, bem gravada,
N uma firme e coerente trajectória
U nindo muita gente variada,
E rguendo, cena a cena, a oratória
L ivre, pelo Teatro derramada.
A rtista, construindo a sua história
N o Drama ou na Comédia trabalhada
G ritando a euforia da vitória
E ntre actos duma vida partilhada,
L utador incansável, bem conheces
O Amor dos amigos que mereces.
D ando-te sempre aos outros nada esperas
A lém das amizades mais sinceras.
F ormando actores, ergueste no tablado
O ndas de sonhos, ondas de ilusões,
N um mar encapelado de emoções
S em dar descanso ao corpo fatigado,
E stimulando os outros com lições,
C onstruindo nos outros sensações,
A que tu mesmo estavas vinculado.
M estre foste de actores, nesta viagem,
O rago do teatro de amadores,
T u que foste, de entre todos, dos maiores,
A ceita, hoje, de nós, esta Homenagem.
FERNANDO PEIXOTO - 19 de Janeiro de 2002









Quinta-feira, Julho 02, 2009

"O Leão e o Grilo" - Nova Apresentação


Estimado(a) Amigo(a),


O Grupo de Teatro "Bankuiteatro", constituído por Adolescentes e Jovens que integram a Secção de Teatro da Delegação do Norte do Clube GBES vai efectuar um espectáculo da Peça de Teatro "O Leão e o Grilo", da autoria de Fernando Peixoto e encenação de Francisco Santos, no Mini-Auditório sito na Rua Cândido dos Reis, 78, na Cidade do Porto, no próximo dia 05/07/2009 pelas 10h45.


O espectáculo é aberto a todos.


Contamos consigo!


Um abraço


Helena Peixoto

Quinta-feira, Junho 11, 2009

MAX E MILA


A Contacto vai estrear no próximo dia 12 de Junho, pelas 21H45, a sua 42ª produção teatral: "Max e Mila" de Volker Ludwig com adaptação e encenação de Manuel Ramos Costa. Max e Mila são irmãos de temperamentos muito distintos. Toleram-se com muita dificuldade e em consequência disso acham-se em constante conflito. Mila adora ver televisão. Max prefere as brincadeiras. A possibilidade de se tornarem amigos e cúmplices parece remota, até ao dia em que ambos conhecem Pedro, um rapaz não menos complicado, que acaba por dar a volta à situação...
É este o enredo, resumido, desta história de expressão realista que se destina a toda a familia
Não perca a oportunidade de se deslocar à Casa da Contacto, na Rua Dr. José Falcão, 237 para assistir às aventuras e aos sonhos destes três personagens. Mais informações em www.contactovar.com -
Contacto - Companhia de Teatro Água Corrente de Ovar
Apareçam!!!















Quinta-feira, Maio 14, 2009

O LEÃO E O GRILO

Não sei bem precisar com que idade me lembro de ouvir a estória do leão e do grilo pela primeira vez. Deve ter sido muito cedo pois as primeiras recordações da minha infância já incluem esta estória em jeito de fábula. Consigo recordar com exactidão o meu pai a contá-la, a minha euforia quando integrei o grupo de crianças que a representaram pela primeira vez e uma experiência deliciosa que foi a minha participação na representação em teatro radiofónico. Foram, porém, escassas as vezes em que foi representada, apesar da importância da sua mensagem e do papel que poderia desempenhar na formação do carácter de uma criança.
Este leão e o grilo são a representação dos valores em que o meu pai me educou, enaltecendo a paz e o diálogo em detrimento do conflito. “A guerra só traz a dor, as guerras são sempre más, para o mundo ser melhor temos de viver em paz” ou “Mais forte que a força bruta é a força da razão…”, frases como esta tornam tão actual uma história que já tem quase trinta anos e constituem um alerta para a necessidade de educarmos crianças diferentes, que tenham na sua infância algo mais que jogos de computador e desenhos animados repletos de violência.
Este leão personifica o orgulho e a incompreensão que são a causa de tantas guerras. O grilo é todo aquele que, apesar de uma posição vitoriosa, não perde a sua humildade.


Trinta anos depois esta fábula repete-se no nosso quotidiano. No entanto, ver em cena esta peça desperta-me esperança, pois as crianças que hoje a verão serão homens e mulheres amanhã, quem sabe com capacidade decisória para mudar o mundo. É verdade que, tal como o meu pai quando criou esta peça, também eu acalento um sonho… poder ver crescer as minhas filhas num mundo em paz.
Ao Francisco Santos e aos jovens do Grupo Desportivo do Sindicato dos Bancários do Norte o meu agradecimento, por me trazerem um manancial de memórias de tempos tão felizes vividos com um homem extraordinariamente especial como o meu pai mas, sobretudo pela coragem de fazer renascer esta mensagem de paz e fraternidade a um mundo entorpecido por tantas guerras.

Sabemos das muitas horas necessárias para levar à cena um espectáculo como este, da necessidade de persistência e do espírito de sacrifício para fazer vingar um projecto assim, para todos vocês o meu aplauso de pé.
Parabéns!

Helena Peixoto