Todo o Mundo é um palco

Eis um espaço de partilha para gente que se interessa por teatro e outras artes. Podemos e devemos partilhar: fotos, reflexões, críticas, notícias diversas, ou actividades. Inclui endereços para downloads. O Importante é que cada um venha até aqui dar o seu contributo. Colabore enviando o seu texto ou imagem para todomundoeumpalco@gmail.com

quinta-feira, novembro 28, 2013

Video de homenagem a Fernando Peixoto - Maio de 2008

Jograis do Bota a Baixo - 2ª Parte

Jograis do Bota a Baixo - 1ª Parte

Jograis Bota a baixo 10 de julho 2013 Maia

Cançao ze de Gaia - Homenagem Fernando Peixoto.wmv

POEMA DE OUTONO (MARÉS) de Cesário Costa em homenagem a Fernando Peixoto

ATE JÁ PAI.wmv



Vídeo de Maria Helena Peixoto

Poema "Loucura do Poeta" de Fernando Peixoto - declamado por Helena Peixoto

O PREVILÉGIO DE TER ESTADO NA CASA ONDE VIVEU FERNANDO PEIXOTO, UM SANTU...

terça-feira, março 27, 2012

MENSAGEM DO DIA MUNDIAL DO TEATRO 2012



O ITI – International Theatre Institute UNESCO, honrou-me ao convidar-me para redigir a mensagem comemorativa do 50º aniversário do Dia Mundial do Teatro.




Vou dirigir estas breves palavras aos meus companheiros do teatro, colegas e amigos.Que o vosso trabalho seja convincente e genuíno.




Que seja profundo, tocante, comunicativo e incomparável.




Que nos ajude a refletir sobre a questão do que significa ser humano e que essa reflexão seja conduzida pelo coração, pela sinceridade e pela bondade.




Que superem a adversidade, a censura e a escassez algo que, na verdade, muitos de vocês são forçados a confrontar.




Que sejam abençoados com talento e rigor necessários para ensinarem, em toda a sua complexidade, as causas pelas quais deve bater o coração Humano, tendo em conta a humildade e a curiosidade para fazer dessa tarefa a obra da vossa vida.




E que seja o vosso melhor – porque o melhor que derem, mesmo assim, só acontecerá nos momentos únicos e efémeros – Em consonância com a pergunta mais elementar de todas:




“Porque vivemos?”




Merda!!!





John Malkovich




Tradução – Rafael Amaral VergamotaPresidente da Federação Portuguesa de Teatro (adaptado)

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

MENSAGEM AMASPORTO 2012
















Amasporto… um história de luta pelo Teatro - XVI Encontro de Teatro Associativo...








Não poderia iniciar esta mensagem sem uma saudação muito especial a todos os que, ao longo de dezasseis edições vêm contribuindo para a organização deste encontro de teatro associativo. A história do Amasporto cruza-se, inevitavelmente, com a história desta cidade e constitui uma verdadeira prova de amor à arte de Talma. É em homens e mulheres, como estes, que podemos alicerçar o futuro do Teatro, pois são eles que elevam ao expoente máximo a capacidade de acreditar e realizar todos os sonhos que vão germinando entre as tábuas de um palco.


O teatro de Amadores, pois estes homens e mulheres amam realmente o Teatro, é a prova viva de um enorme amor à Arte, pela forma como fazem magia em palco muitas vezes com recursos quase diminutos.


É o teatro associativo quem assume a primeira linha na tarefa de educar espectadores e fazer nascer os verdadeiros amantes da arte de Talma. O teatro de amadores tem nas associações o seu berço e, sobretudo, o mais importante motor naqueles que, perante as adversidades, se recusam teimosamente a deixar de sonhar. Tem sido assim, o percurso do Amasporto, ao longo de dezasseis edições.


Quando, no ano anterior, o Amasporto não se realizou temi pelo fim deste encontro. Mas esta gente, para quem o Teatro não é apenas um evento mas uma forma de enfrentar a vida, não desistiu e, apesar de todas as adversidades, renasceu este ano ainda mais forte, imbuído de um carácter internacional, atravessando o oceano e partilhando este amor à arte de Talma com irmãos do Brasil.


Seria inevitável, ao falar deste 16º Encontro de Teatro Associativo, reflectir sobre o contexto de crise generalizada que o nosso país atravessa, relembrar os cortes avassaladores à cultura e ao associativismo e a forma como recuperam fôlego os arautos da desgraça que teimam anunciar a morte do Teatro.


O Amasporto vem provar que esta crise não é sinónimo de derrota e poderá ser mesmo a alavanca que nos desperta para a consciência da importância do associativismo, em que se insere o Teatro de Amadores, porque fazer Teatro ilumina o palco da nossa vida quotidiana.


Gostaria ainda de saudar a iniciativa da atribuição do Prémio Talma e, todos aqueles que já foram laureados com este prémio, pois é fundamental não esquecer todos os homens e mulheres que fazem da sua vida uma luta constante pela valorização do Teatro de Amadores. O Amasporto tem o mérito de fazer este reconhecimento a que se furtam, por vezes, as entidades oficiais e de brindar os muitos nomes que a história do Teatro de Amadores não pode e não deve esquecer.


Sabemos das muitas horas necessárias para levar à cena um espectáculo como qualquer um dos que fazem parte deste encontro, da necessidade de persistência e do espírito de sacrifício para fazer vingar um projecto assim, para todos vocês, organização e participantes, o meu aplauso de pé.




Viva o Amasporto! Viva o Teatro!



Maria Helena Peixoto


Janeiro 2012

segunda-feira, janeiro 09, 2012

FESTIVAL CALE-SE 6



Começa no próximo 21 de Janeiro a sexta edição do "CALE-se" Festival Internacional de Teatro, único certame do género a nível nacional com carácter competitivo, numa parceria com a Câmara Municipal de V. N. de Gaia, a Freguesia de Canidelo e empresas privadas, organizado pelo Cale Estúdio Teatro - Associação Cultural de Actores.
A edição de 2012, enquadrada no âmbito do 26º aniversário do Cale Estúdio Teatro, vai decorrer aos sábados até 24 de Março, nas instalações da Associação Recreativa de Canidelo (Rua do Meiral, 51 – junto ao cruzamento dos 4 Caminhos), em Vila Nova de Gaia.
Os espectáculos iniciam às 22 horas.
O festival visa a participação de grupos de teatro não profissionais, numa estrutura de oito espectáculos a concurso, que vão disputar os "Prémios CALE", atribuídos por um júri e também pelo público e que distinguem as melhores prestações nas várias áreas a concurso, como Interpretação, Encenação, Cenografia, Figurinos, Luz e Som.
Para mais informações e/ou reservas, queiram por favor contactar através de e-mail ou dos telefones 911062216 ou 963697254.

terça-feira, junho 21, 2011

APENIQUEIRA



Comédia Urbana de Costumes
de
Alfredo Correia


Consideramos “Apeniqueira” uma comédia urbana de costumes, cujo
texto é centrado num círculo caseiro de uma família , onde os comportamentos
e costumes passam pelos amores ilícitos, pela violação
das normas de conduta, pelas preocupações da vida amorosa, pelo
dinheiro, e pelo desejo de maior ascenção social.
Esta comédia, é a alternativa perfeita para o público espectador que,
deseja rir-se do que acontece na casa dos outros.
Qualquer semelhança encontrada nas situações, ocorridas na peça ,
são pura coincidência.
Divirtam-se e desfrutem desta arte que, apesar de efémera, nos leva
muitas vezes a reflectir o que somos.


POR ORDEM DE ENTRADA

Irene Magalhães
Cátia Gomes
Olívia Martins
Mauro Silva
Fernando Gomes
Lourdes Costa
José Pinto Gomes
Beatriz Ferreira
Cesário Costa


cenografia, desenho de luz e som, encenação
ALFREDO CORREIA


apoio logístico da Junta de Freguesia de Ramalde
20.ª PRODUÇÃO ANOS 90 SÉC. XX
COMPANHIA TEATRAL DE RAMALDE
DA ASSOCIAÇÃO 26 DE JANEIRO
PORTO – 2011
ELENCO SINOPSE


execução cenográfica
António Peixoto
operadora de som
Mariana Correia
design cartaz/programa
Artur Cunha
montagem da sonoplastia
David Ferreira
assistente de sala
Fátima Oliveira


COMPANHIA TEATRAL DE RAMALDE
A S S O C I A Ç Ã O 2 6 D E J A N E I R O

quinta-feira, junho 09, 2011

Homenagem a JOEL

O nosso amigo Joel, dos Plebeus Avintenses partiu faz alguns dias. Certamente estará ao lado de tantos quantos, como ele amavam o mundo das Artes e em particular do Teatro. O nosso aplauso de pé para o Joel. A nossa homenagem com um video produzido pelos seus companheiros. O céu ganhou mais uma estrela...


Helena Peixoto

domingo, maio 15, 2011

30ª Edição do Fazer a Festa - Festival Internacional de Teatro / EVOCAÇÃO






Infelizmente, a 30ª edição do Festival não se vai realizar em condições normais, com uma programação de espectáculos teatrais protagonizados por várias companhias nacionais e estrangeiras.

Várias são as razões:

os cortes nos apoios do Ministério da Cultura e a sua insensibilidade ao longo destes últimos anos para com a situação particular deste Festival Internacional.

A sucessiva deterioração das condições financeiras que o Festival vem acumulando ao longo das últimas edições.

A atitude hostil da Câmara Municipal do Porto que, além de não o apoiar financeiramente, deixou de disponibilizar o Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett para a sua realização e, este ano, ainda nem respondeu ao nosso pedido (o primeiro feito a 6 Dezembro 2010) de autorizar a utilização dos Jardins do Palácio de Cristal...

Todavia, ainda achamos que este Festival não deve acabar: o número de espectadores que a ele acorrem anualmente, a disponibilidade das companhias nacionais e estrangeiras que sempre aceitam a sua participação de forma entusiástica e todo o seu longo historial e referentes artísticos continuam a dar-nos alento para não desistir.

Entendemos que estes trinta anos devem ser lembrados e festejados como uma edição evocativa
que permita ser, ao mesmo tempo, um momento de festa e de parabéns por todos quantos contribuíram para que o FAZER A FESTA tivesse tão longa vida, mas também um compasso de espera, um momento de reflexão para o repensar e encetar novos caminhos que permitam que o Festival se renove e continue a ser um marco incontornável da vida teatral...

Assim o “FAZER A FESTA” de 2011, na sua 30ª edição, será a sua própria evocação, ocupando o espaço público da cidade do Porto com intervenções artísticas em lugares icónicos do burgo, festejando e questionando o seu lugar na vida cultural e social portuense e apelando à participação de todos quantos tornaram possível esta realidade com trinta anos, três vezes mais os que gastou Homero no seu regresso a Ítaca, depois da guerra de Tróia.

As intervenções artísticas serão concretizadas pelos elementos e colaboradores habituais da companhia e por todos aqueles artistas, companhias, amigos e espectadores que já passaram pelo Festival e todos as demais companhias e artistas teatrais portugueses que se queiram associar a esta edição evocativa, que acontecerá entre os dias 14 a 17 Junho 2011.

Relembramos as fases principais porque passou o Festival ou, aproveitando o mote, dar um passo no passado e outro no futuro.

José Leitão (director artístico do Festival)



Na Primavera de 1982 organizámos a 1ª edição do “FAZER A FESTA - FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO”.

A partir dessa data, anual e ininterruptamente, este Festival (o terceiro mais antigo Festival Internacional de Teatro que se organiza em Portugal e que, durante muitos anos, foi o único que dedicava a maior fatia da sua programação ao Teatro para a Infância e Juventude) foi cumprindo os seus objectivos bem como outros entretanto introduzidos, acompanhando a evolução teatral da cidade do Porto.

Relembrar alguns aspectos da sua história constitui um acto de resgate do olvido a que geralmente se vota a alguns aspectos da actividade teatral que, dada a sua efemeridade, facilmente se esquece se deles se não der notícia...

Ora, como sem memória não existe conhecimento e sem este não existe criatividade, o futuro alicerça-se também neste passar de testemunho dos que fizeram para os que vão fazer, ou melhor dizendo, nós não somos o princípio da história, ela já existia quando aqui chegamos e só se aprende sabendo...



de 1982 a l991 (da 1ª à 10ª edição): O Teatro à procura da Cidade ou aprendendo a andar, caminhando...

São anos de intensa actividade, aprendizagem, contactos e intercâmbios que nos permitem conhecer e ser aceites na comunidade teatral da cidade e do país. Lembre-se que a cidade do Porto só tem a 1ª edição doutro Festival Internacional de Teatro (o de Marionetas) em 1989, o Teatro Municipal Rivoli ainda não tinha programação, e o T.N. São João, como Teatro Nacional, só começaria e funcionar desde l984. Não havia na cidade salas de acolhimento de outras companhias e só nos dois festivais existentes (FITEI e FAZER A FESTA) se podia ver grupos de fora do Porto e do estrangeiro.

Em toda esta década o núcleo principal da programação do Fazer a Festa esteve sediado no Salão da Junta de Freguesia do Bonfim, que apoiou entusiasticamente o Festival até 1991.



de 1992 a 2002 (da 11ª à 21ª edição): A Cidade encontra o Teatro... Há Festa na Aldeia !

É nestes dez anos que o FAZER A FESTA dá o salto e se consolida como Festival de referência a nível nacional, principalmente porque passa a maior parte da sua programação para os jardins do Palácio de Cristal.

Os espectáculos são apresentados em tendas especialmente montados nos jardins e aproveitam-se outras estruturas edificadas no local. A programação vai desde as 10h da manhã até à madrugada, com espectáculos diurnos para a infância e escolas e aos fins de semana e espectáculos para a juventude e adultos às 21h30, às 23h30 e mesmo à 01h00 da madrugada... durante dez dias seguidos !

Começa-se a construir-se uma “Aldeia Teatral”: públicos e artistas partilham o mesmo restaurante e o bar, convertendo estes espaços em local de amena cavaqueira, conhecimento, aproximação e discussão entre os que fazem e os que viam os espectáculos.

Várias companhias nacionais já prestigiadas aceitam apresentar e mesmo estrear alguns espectáculos nestes espaços não convencionais e há momentos de intensa partilha teatral e artística entre todos os intervenientes. Companhias emergentes e projectos em nascimento apresentam-se no Festival e as companhias da chamada “província” encontram no Porto um espaço de apresentação dos seus espectáculos. Descobre-se que o País teatral não é só Lisboa e Porto...

Em 2001, a 20ª edição do Festival corresponde ao ano em que o Porto é capital europeia da Cultura e é inserida na sua programação. É neste ano que, pela primeira e única vez, é visitado por um Ministro da Cultura !

De notar que, em todas as suas edições nunca nenhum presidente das Direcções Gerais que o Ministério “inventa” ano sim ano não, nenhum secretário de estado da Cultura e nem mesmo qualquer Presidente de Câmara do Porto “ousaram” assistir ao Teatro nas tendas em que o Festival se realizava ! Talvez porque o FAZER A FESTA nunca teve gala de abertura, começando desde logo com Teatro... mas seria interessante saber quantos espectadores foram então conquistados para o Teatro por assistirem a este Festival !



de 2003 a 2011 (da 22ª à 30ª edição ?): O Teatro deixa a cidade...e o deserto aqui tão perto !

É a partir desta data que o Festival começa a sentir muitas dificuldades em se realizar.

Os apoios estatais não aumentam e o orçamento do Festival está englobado na actividade da companhia, não tendo contas autónomas. A Câmara Municipal com o novo executivo começa a hostilizar a cultura e o teatro e descem drasticamente os seus apoios numa primeira fase, para mais tarde acabarem com os mesmos.

Segue-se depois um tempo (2006) em que para obter apoio camarário é necessário assinar uma cláusula, comprometendo-se a companhia a não criticar a política cultural da edilidade. Quem não assina, não recebe apoio financeiro. Não assinamos: corte total do apoio financeiro.... que continua até hoje, 2011.

Esta última década tem sido penosa para a organização do Fazer a Festa e a sua programação tem andado “perdida” porque os apoios escassearam e o orçamento que o Teatro Art’ Imagem dispõe para o Festival não permite organizá-lo como achamos que merece. Tem sido a persistência da estrutura da nossa companhia e o apoio que tem vindo a ter de outras companhias de teatro portuguesas e também de algumas galegas, a única maneira encontrada para não acabar, esperando que melhores dias nos cheguem.



Olhando o futuro do Festival com muita apreensão mas não baixando os braços,

tudo faremos para que ele continue, se renove e encontre outros caminhos, colaborações e apoios !

( in página do facebook Art'imagem Teatro )

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